“Se o Brasil não resolver a questão da valorização do professor da Educação Básica, não vai resolver o problema da sustentabilidade”, afirmou o professor Mozart Santos, coordenador nacional do Programa Todos pela Educação, na palestra de abertura da 23ª Reunião do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação, nesta quinta-feira (5), no Hotel da Bahia. O evento, que acontece até esta sexta (6), reúne 150 conselheiros de educação de 26 estados e do Distrito Federal.
Segundo Mozart Santos, que também é conselheiro nacional para a Educação Básica, “o país está indo muito bem na economia, mas falta gente bem formada. Nesse sentido, a formação de professores é estratégica para uma educação de qualidade e a garantia do desenvolvimento sustentável do país”.
A valorização do professor, em sua opinião, também passa pela questão salarial e pelo plano de carreira, “para atrair jovens interessados nessa profissão com perspectiva de futuro”.
A formação de professores na Bahia é uma das prioridades do Governo do Estado, que tem o maior programa do país. Segundo o secretário da Educação, Osvaldo Barreto, este ano, nada menos que 29 mil professores ingressaram no ensino superior na Bahia (cursos de graduação).
Para 2010 foram abertas mais 18 mil vagas. A meta é ofertar, até 2011, cerca de 60 mil vagas. O programa, em parceria com o Ministério da Educação, atende aos professores da rede estadual e também aos da rede de ensino dos 417 municípios do estado.
Além da formação de professores, o Fórum debate temas estratégicos para a melhoria da educação como ensino médio, diretrizes curriculares e Sistema Nacional Articulado da Educação, além da Educação a Distância e formação de professores de espanhol.
“A partir de 2010 todas as escolas de ensino médio terão que oferecer o ensino da língua espanhola”, disse o presidente da Federação Nacional dos Conselhos de Educação, Geraldo Grossi. Ele informou ainda que “a entidade vai propor ao Ministério da Educação um pacto para acompanhamento da educação a distância nos estados”.
Para o presidente do Conselho de Educação da Bahia, Astor de Castro Pessoa, “há um importante problema a enfrentar - a escassez de recursos, que aumenta na medida em que se elevam as metas a atingir”. Ele disse que “esse problema pode ser resolvido em parte, com medidas de ordem econômico-financeira”, ressaltando o compromisso dos conselheiros de contribuir para a missão educadora da população.