Bahia busca em Copenhague parcerias no setor de energias limpas

Publicado: 15/12/2009 Última atualização: 05/10/2026 às 14:07

Em Copenhague, na Dinamarca, onde participa da COP-15 – 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, Eduardo Ramos, vem realizando articulações em busca de projetos e parcerias para o setor de energias limpas.


Segundo Ramos, somente o emprego dessas energias, em substituição às emissões de CO², poderá reconciliar os objetivos econômicos, sociais e ambientais da civilização e da sociedade. “O atual modelo de civilização está sendo questionado porque não foi capaz de garantir essa reconciliação”, afirmou.


No clima da conferência, o secretário disse que o momento vivenciado em Copenhague é tenso e dramático, devido ao alerta do aquecimento global e à progressão das emissões de CO², sustentada pelo aumento da demanda de energia em 60% nos próximos dez anos.


Também atento aos protestos dos grupos ecológicos, Ramos observou que “a impaciência dos grupos militantes aqui em Copenhague está bem retratada no slogan de um dos grupos: Políticos falam – Líderes agem”.


Ele resumiu as principais proposições da COP-15: os destinos do homem e do planeta são inseparáveis, o desenvolvimento requer um enfrentamento conjunto das questões da pobreza, do meio ambiente e do progresso social, enquanto que a conquista da sustentabilidade exige uma nova ética de convivência social a nível global e mudança nos padrões de produção e de consumo. Já essas transformações passam pela criação de mecanismos tecnológicos, políticos, legais e institucionais, que significarão uma mudança no paradigma de sustentabilidade.


Além de projetos de energia limpa para o Parque Tecnológico de Salvador (TecnoBahia), em implantação na avenida Paralela, o secretário se mostrou interessado nas discussões sobre a água, como forma de encontrar soluções para a despoluição da Baía de Todos-os-Santos e seus afluentes.


A defesa da Mata Atlântica é outra preocupação de Ramos. Para isso, ele pretende realizar um trabalho de cooperação entre as secretarias de Ciência e Tecnologia da Amazônia e da Bahia.


Na COP-15, o secretário tem colocado sua experiência como pesquisador – ele é pós-doutorado em Agronomia pela Universidade da Pensilvânia (EUA) – para buscar soluções para garantir na Bahia a autossustentabilidade econômica com as mais limpas práticas ambientais.