Bahia terá Núcleo de Inteligência Prisional

Publicado: 17/03/2010 Última atualização: 05/10/2026 às 14:07

O acordo de cooperação técnica assinado pelas secretarias estaduais da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) e da Segurança Pública (SSP), durante IV Encontro de Inteligência Penitenciária, nesta quarta-feira (17), permitirá a criação do Núcleo de Inteligência Prisional da Bahia. O evento será realizado até quinta-feira (18), na sede da Secretaria da Justiça.

O Núcleo será responsável pelas atividades de Inteligência Prisional da SJCDH visando prevenir condutas criminosas dentro das unidades prisionais de todo o estado. Para o funcionamento, as secretarias contarão com a participação das Polícias Militar e Civil e da Superintendência de Inteligência da SSP que, juntas, vão realizar atividades e estratégias operacionais de inteligência.

O secretário da Justiça, Nelson Pellegrino, informou que policiais civis e militares serão selecionados para compor o Núcleo de Inteligência. Ele defendeu o projeto, afirmando a importância de ter um grupo de inteligência dentro do sistema penitenciário.

“Nós tínhamos como meta, a criação desse sistema de inteligência. Tenho a compreensão de que o Estado deve direcionar suas ações assegurando a dignidade dos que estão sob sua custódia, mas deixando claro que quem manda na cadeia é o Estado. Disso não podemos abrir mão”, disse Pellegrino.

Segundo secretário da Segurança Pública, César Nunes, o sistema vai interagir com todos os outros mecanismos de inteligência da Bahia e da Polícia Federal. “Na Bahia, nós já temos uma atuação muito firme, que nos permitiu tomar a frente do sistema prisional e, embora tenhamos um déficit grande de vagas, hoje temos uma tranqüilidade pelo fato de não haver rebeliões como ocorriam no passado”.

Encontro Nacional
Durante todo o dia, profissionais que trabalham na área de inteligência prisional de vários estados do país trocaram experiências sobre como os serviços são utilizados em seus estados. O superintendente de Inteligência da SSP da Bahia, delegado federal Maurício Telles, apresentou o gerenciamento do sistema de inteligência baiano destacando como funciona a rede de informações que são trazidas por fontes humanas e como essas informações auxiliam na desarticulação de muitas quadrilhas. Segundo o delegado, a delação premiada, a interceptação telefônica, bancos de dados de sistemas públicos são alguns dos recursos utilizados atualmente pela SSP na desarticulação das facções dentro do sistema prisional.