Itamaraty apresenta Escritório de Relações Exteriores na Bahia

Publicado: 11/05/2010 Última atualização: 05/10/2026 às 14:07

Facilitar o trabalho de promoção comercial do estado no exterior e servir de interlocutor entre o poder público, a sociedade civil e os empresários baianos com outros países. Estas são algumas das atribuições do escritório de representação do Itamaraty instalado na Bahia em 16 de novembro de 2009, na Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem), no Centro Administrativo.

Primeiro escritório do Nordeste e nono do Brasil, o EreBahia (Escritório de Relações Exteriores na Bahia), à semelhança dos que existem no Rio de Janeiro, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Belo Horizonte, São Paulo, Recife e Manaus, foi apresentado nesta terça-feira (11) aos chefes-de-gabinete, servidores e pessoas envolvidas com questões internacionais.

Responsável por assessorar o presidente da República na formulação e execução da política externa brasileira, o Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, começou a montar uma rede de escritórios para dinamizar suas relações federativas, importantes para recolher no âmbito da sociedade as demandas mais reais, que podem orientar as ações externas.

“O escritório é a ponte rápida e eficiente entre o governo, a sociedade baiana, as várias instituições e o governo federal, no que se refere a relações exteriores. À medida que o próprio escritório vai se firmando, as propostas, iniciativas e alternativas nas áreas de comércio, indústria, turismo e cultura se consolidam. Atua também na afirmação de acordos de cooperação com instituições internacionais”, afirmou o chefe-de-gabinete do governador, Fernando Schmidt.

Para ele, a Bahia talvez seja o estado que mais tem se preocupado com aquilo que hoje no mundo se denomina de economia da cultura. “Aqui cultura não é apenas uma atividade lúdica. É também uma atividade econômica”, disse.
Schmidt destacou que os acordos de cooperação internacional têm o objetivo de desenvolver atividades que possam fortalecer a capacitação de mão-de-obra ou a oferta de investimentos para projetos executados, ou ainda cooperação na área cultural.

Prestação de serviço
“O Itamaraty tem um leque largo de prestação de serviço, como projeção cultural, promoção comercial, prestação de cooperação técnica, promoção de exportações e captação de investimentos. Tudo isso representado em 170 unidades nas secretarias de Estado. Essas unidades encontram correspondência, no caso da Bahia e nas 22 secretarias estaduais. Quaisquer temas que tenham uma repercussão internacional podem ser objeto de amparo no Itamaraty”, declarou o ministro do Itamaraty na Bahia, Douglas de Vasconcellos.

Segundo ele, a cooperação técnica é importante e, no caso da Bahia, tem um traço distinto, já que o estado pode ser prestador de cooperação técnica. “Todos querem receber essa cooperação, mas a prestação dela é importante para firmar a presença institucional do Brasil no exterior. É o produto, digamos, de exportação do Itamaraty, pois há uma preocupação na exportação positivada de sua imagem internacional”, observou.

Vasconcellos ressaltou que as relações federativas importam, “porque permitem recolher nas fontes, nas demandas da sociedade, quais deveriam ser objeto da ação internacional do Brasil, traduzida em intercâmbio, em cooperação e estreitamento de laços internacionais”.