Os ministros da Cultura da América Latina e Caribe estão reunidos até as 14h desta quarta-feira (26) no Museu da Misericórdia, em Salvador, para discutir ações efetivas para a promoção da igualdade racial no continente. Como resultado da reunião, será elaborada a Carta de Salvador, contendo as principais resoluções, políticas públicas e iniciativas afirmativas em prol da cultura afrodescendente.
Entre as ações, estão a elaboração de um edital audiovisual voltado ás manifestações culturais de origem negra na América Latina e a criação de uma rede de observatórios culturais afro-latinos, liderada pelo Brasil. “Trata-se de uma ferramenta virtual fundamental para a troca de experiências e intercâmbio de ideias”, explicou o presidente da Fundação Palmares, instituição ligada ao Ministério da Cultura e responsável pela organização da iniciativa, Zulu Araújo.
“Mais do que a Carta de Salvador, temos aqui o compromisso dos ministérios para formular e implementar políticas públicas de cooperação entre 20 países para a cultura negra no continente”, disse o presidente da Fundação Palmares.
A reunião ministerial integra a programação do II Encontro Ibero-Americano de Ministros da Cultura para uma Agenda Afrodescendente nas Américas. Estima-se que, juntos, a América Latina e o Caribe concentrem cerca de 150 milhões de afrodescendentes, com uma diáspora africana na região que representa 30% da população total. Diante disso, o evento, que segue até sexta-feira (28), traz como tema A Força da Diáspora Africana.
Maior integração
Segundo o ministro da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, essa articulação internacional oferece uma oportunidade única para fortalecer “todas as políticas de construção de igualdade entre negros e brancos, permitindo que os afrodescendentes tenham melhores condições de integração em todos os países do continente”.
“Para a próxima edição do evento, estou de acordo, inclusive, para mudarmos o nome para III Encontro Afro-Latino-Caribenho, para consolidarmos uma cartografia cultural mais abrangente. Tudo isso para dar conta de desenharmos mecanismos efetivos, de dimensões internacionais, para afirmação da cultura negra, essa fonte inesgotável de genialidade”, destacou o ministro.
Publicada às 10h40
Atualizada às 12h15