O secretário de Cultura da Bahia, Márcio Meirelles, se reuniu com o vice-presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Eduardo Yasuda, domingo (15), durante visita à 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Na pauta das discussões, as políticas públicas para o setor editorial e a atuação das câmaras estaduais do livro, a exemplo da Câmara Bahiana do Livro, que, em parceria com a Secretaria de Cultura, levou livros de editoras baianas para a bienal.
O evento acontece até 22 deste mês, no Anhembi, na capital paulista, e tem registrado grande fluxo de visitantes no estande da Bahia.
“A CBL realiza a maior feira literária do Brasil, que é este evento de São Paulo, com expectativa de mais de 700 mil visitantes. Precisamos estabelecer parcerias para a troca de experiências exitosas. O desejo da Secretaria de Cultura é potencializar a bienal da Bahia, para que ela se torne tão movimentada e organizada como esta de São Paulo, de forma proporcional ao mercado baiano. Para isso a Secult vem dialogando com os responsáveis pela bienal da Bahia e com a Câmara Bahiana do Livro, que articula as editoras do estado”, disse Meirelles.
Eduardo Yasuda falou ao secretário de como a bienal deste ano vem sendo organizada desde o encerramento da última edição, em 2008. “Fizemos um diagnóstico do que poderia ser melhorado e investimos muitos esforços na divulgação do evento, através de parceria com o veículo de comunicação, e nos autores convidados. Trouxemos para esta bienal os grandes nomes da literatura. Os mesmos que participam de feiras internacionais, mas aqui de forma democrática, para todos os públicos”.
O dirigente da CBL elogiou a atuação da Câmara Bahiana do Livro, que vem participando dos debates nacionais do setor. “A Câmara Bahiana do Livro tem tido representação em diversos fóruns do setor editorial, como os debates atuais sobre a lei do direito autoral. É muito importante este diálogo da câmara com o governo, através da secretaria, para fortalecer as ações. A presença da Bahia nesta bienal é prova disso”.
Entre as propostas discutidas na reunião está a maior integração das ações da câmara brasileira com as câmaras estaduais do livro, para a troca de experiências e a criação de um calendário nacional de feiras e bienais. “Estamos nos articulando com as câmaras do Nordeste e o resultado tem sido positivo. Seria ótimo se conseguíssemos essa articulação no âmbito nacional”, avaliou Meirelles, que colocou a Bahia à disposição para receber um encontro nacional das câmaras do livro.