O encerramento do ano letivo da Escola de Educação Percussiva Integral (EEPI), na quinta-feira (16), foi marcado por apresentações de dança e música dos alunos, além de chamar a atenção para a importância da doação de órgãos.
A iniciativa resulta de parceria entre a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), por intermédio da Coordenação do Sistema Estadual de Transplantes, e a EEPI. Ao som de tambores, os alunos cantaram o jingle da campanha de incentivo à doação de órgãos.
A parceria entre as duas instituições, firmada há cerca de seis meses, fez com que a Sesab levasse até os alunos da escola informações sobre doação de órgãos e transplantes. O coordenador do Sistema Estadual de Transplantes, Eraldo Moura, explica que a parceria faz parte do projeto ‘Educatransplante’, que busca levar para os estudantes informações sobre o assunto, além de orientar sobre a prevenção de doenças que podem levar à necessidade de um transplante. "O aluno aprende sobre o tema e também leva a informação para seus familiares e amigos", disse Moura.
Projeto social
A Escola de Educação Percussiva Integral é um projeto social que oferece aulas de arte-educação a cerca de 150 adolescentes dos bairros do Cabula e Tancredo Neves. Por meio do projeto, que já tem 12 anos, os alunos aprendem além de música, informática, dança e grafitagem.
Para o coordenador Wilson Café, a EEPI também é um espaço para os jovens desenvolverem cidadania e temas voltados para a solidariedade, que fazem parte da formação dos adolescentes. "Conseguimos fazer com que os jovens perdessem o medo da doação de órgãos, é um paradigma que estamos quebrando", declarou Café.
De acordo com Eraldo Moura, a pretensão é levar o Educatransplante para outras escolas de nível fundamental e médio e também capacitar professores para que sejam multiplicadores durante todo o ano letivo. A Sesab já fechou uma parceria com a Secretaria de Educação de Vitória da Conquista para levar o projeto às escolas do município. "Precisamos alertar a população para a importância da doação de órgãos, que por vezes só é lembrada quando se precisa", assegurou.
A aluna da EEPI, Raíssa Santos, disse que antes das exposições feitas pelos técnicos do Sistema Estadual de Transplantes não sabia que mesmo com a manifestação da pessoa em ser doadora, é necessário que a família autorize. "Hoje, já sei como funciona a doação de órgãos e já avisei à minha família que sou uma doadora", declarou Raíssa.