A indústria Hopefull Group Grain Oil Food tem interesse de participar do processo de agroindustrialização do algodão na Bahia, conforme manifestou o presidente da empresa, Shi Kerong, ao secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, durante visita nesta terça-feira (12), em Pequim (China). “Nosso foco é a soja, mas temos parcerias com a indústria têxtil e podemos ajudar a Bahia a industrializar o algodão”, afirmou o empresário.
O vice-presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Celito Missio, acompanhou o secretário na visita à Hopefull, localizada a 30 quilômetros da capital chinesa. O contato inicial com a indústria foi feito pelo Escritório da Bahia em Pequim. Salles lembrou que a Bahia é o segundo maior produtor nacional de algodão, atrás apenas do Mato Grosso, mas não possui grande indústria têxtil. “Queremos mudar essa realidade, agregando valor ao produto e gerando emprego e renda”, disse.
O algodão baiano tem excelente produtividade, com 3.900 quilos por hectare, e para a safra 2010/2011, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), é de 1,511 milhão de toneladas, o que representa crescimento de 48,6% em relação à safra anterior (1,017 milhão de toneladas). A área plantada cresceu também 48,6%, passando de 268,8 mil hectares para 387,5 mil hectares.
Indústria da iniciativa privada de esmagamento de soja, que tem capital de US$ 3 bilhões, a Hopefull deseja comprar soja da Bahia. A capacidade instalada da empresa é o processamento de três milhões de toneladas/ano, o equivalente a praticamente toda produção de soja do oeste baiano estimada em 3,3 milhões de toneladas.
Nesta quarta (13), o secretário Eduardo Salles e o superintende de Atração de Investimentos, Jairo Vaz, seguem para Seul, na Coréia do Sul, onde se reúnem com os executivos da Samsung e da AT Korea Agro-Fisheries Trade Corporation, interessados em investir na Bahia no segmento de soja.
Bahia busca na China investimentos para agroindustrializar algodão
12/04/2011