Violência contra as mulheres em Salvador e RMS é tema de reunião nas Voluntárias Sociais

Publicado: 12/08/2011 Última atualização: 05/10/2026 às 14:07

O grupo de trabalho para articulação da Rede de Atenção a Mulheres se reuniu esta semana no auditório das Voluntárias Sociais da Bahia. O objetivo foi discutir a melhoria e a efetividade, tendo como tema a situação das mulheres de Salvador e região metropolitana que sofrem com a violência.

Os encontros do grupo de trabalho garantem um espaço de discussão, proposição e controle social, atendendo o movimento de mulheres e promovendo reflexão e aprofundamento para a compreensão sobre a violência e de como deve ser o seu enfrentamento.

O grupo se reúne uma vez por mês para analisar ações de fortalecimento dos direitos das mulheres, em especial as previstas pela Lei Maria da Penha.

A mediadora da reunião, Maria Eunice Xavier, afirmou que o grupo já desenvolve esse trabalho desde 1988 e que contribui, “com muita luta”, para que as mulheres vítimas de violência tenham onde recorrer.

Ela citou caminhos, a exemplo das unidades da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), também chamada de Delegacia da Mulher, defensorias públicas e juizados especiais, conselhos estaduais dos direitos das mulheres e organizações de mulheres, além dos serviços que funcionam em hospitais, universidades e oferecem atendimento médico, assistência psicossocial e orientação jurídica.

Pedidos de ajuda e encaminhamento

Segundo a coordenadora de assistência social das Voluntárias, Tânia Nogueira, é fundamental a participação da instituição no grupo de trabalho, porque constantemente chegam à sua sede mulheres pedindo ajuda, por terem sofrido algum tipo de violência. “Nesses casos, procuramos dar as informações e encaminhá-las ao órgão competente”.

Para a coordenadora da Casa de Acolhimento da Mulher, Deise Oliveira, o grupo de trabalho tem a função de contribuir e fortalecer as políticas públicas. “E os serviços oferecidos pela casa são muito importantes, porque acolhem e protegem as mulheres que não sabem como agir”.