O protótipo da balsa para cultivo de peixes formado por células de flutuação individual, projeto desenvolvido pela Seta Aquicultura, em parceria com a Agência Uneb de Inovação, já obteve do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) o registro provisório.
O projeto, que tem como objetivo desenvolver um sistema de cultivo ambientalmente sustentável e de baixo custo para a produção do bijupirá, é composto por três etapas que englobam a criação da balsa, a fase de testes e a confecção de um software de gestão para o equipamento.
A equipe da agência está aguardando a aprovação do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), para realizar o cultivo-teste para validação e ajustes do equipamento desenvolvido, e definição do protocolo de cultivo.
A Seta Aquicultura, empresa incubada à Incubadora de Empresas de Base Tecnológica (Incuba) da Uneb, é a idealizadora do projeto, que conta com aporte financeiro de R$ 400 mil, oriundo de edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb). O registro definitivo da patente, de acordo com as normas do Inpi, pode levar de cinco a sete anos para ser concedido.
A nova balsa de flutuação, que levou um ano para ficar pronta para a fase de testes, terá um custo dez vezes menor do que os equipamentos tradicionais. Segundo Fabrício Freitas, engenheiro de pesca e pesquisador da Seta, o novo modelo de balsa de flutuação é feito com aço revestido com material anticorrosivo, uma tecnologia eficiente e mais barata que a utilizada nas balsas tradicionais, produzidas com polietileno de alta densidade.
Esse é o segundo registro de patente obtido pela universidade junto ao Inpi. O primeiro, realizado em 2009, refere-se ao projeto Placa de Síntese à Base de Titânio, de autoria do diretor do Departamento de Ciências da Vida (DCV) do campus 1 (Salvador), Atson Fernandes. O equipamento é destinado ao tratamento de fratura de mandíbula.