Leão de Sete Cabeças, filme de Glauber Rocha, será exibido em Salvador

Publicado: 16/12/2010 Última atualização: 05/10/2026 às 14:07

Depois de ser apresentada na 43ª edição do Festival de Cinema de Brasilia, o público baiano poderá assistir, pela primeira vez, a cópia restaurada do filme ‘O Leão de Sete Cabeças’, de Glauber Rocha. Guardada durante 30 anos na Cineteca Nazionale di Roma, a primeira produção de Glauber Rocha fora do Brasil será exibida em sessão especial para convidados e lugares disponíveis até lotação da sala, na próxima segunda-feira (20), às 21h, no Espaço Unibanco de Cinema, na Praça Castro Alves.

Antes, às 20h, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, e o secretário de Cultura do Estado, Márcio Meirelles, fazem a abertura oficial da exibição, com o lançamento dos DVDs do ‘Leão de Sete Cabeças’, do Box Comemorativo dos ‘100 anos de Cinema na Bahia’ com 30 filmes baianos, além da assinatura do Termo de Acordo e Compromisso que vai garantir a restauração de duas obras baianas – ‘A Lenda de Ubirajara’ (1975), de André Luiz Oliveira, e ‘A Grande Feira’ (1961), de Roberto Pires.

A restauração do filme do cineasta faz parte da segunda fase do projeto Coleção Glauber Rocha, que, na primeira, já restaurou os filmes ‘Barravento’, ‘Terra em Transe’, ‘O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro’ e ‘A Idade da Terra’.

A iniciativa é uma realização do Tempo Glauber e da filha do cineasta, Paloma Rocha, tem o aporte financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), e contou com o apoio da Associação Baiana de Cinema e Vídeo (ABCV), da Cinemateca Brasileira e da Cineteca Nazionale di Roma. O projeto também abarca as restaurações dos filmes ‘Cabeças Cortadas’, ‘Claro’, ‘Câncer’ e ‘História do Brasil’.

O secretário Márcio Meirelles, que esteve em Brasília na primeira exibição da cópia restaurada, comemorou. “Neste ano, celebramos 100 anos de cinema. Vimos investindo na preservação de nossa memória audiovisual. Além desse filme de Glauber, apoiamos o restauro do primeiro longa-metragem baiano, ‘Redenção’, de Roberto Pires, por quem Glauber tinha grande deferência. Estamos apoiando também com recursos do Fundo de Cultura da Bahia a restauração de parte do acervo de Alexandre Robatto Filho, pioneiro do cinema baiano. São ações pontuais, mas que integram um programa de preservação do patrimônio audiovisual da Bahia”.