Onças-pretas nascem no Zoológico de Salvador

11/02/2011

O Zoológico de Salvador obteve mais um sucesso reprodutivo, desta vez com a onça-preta (Panthera onça). Depois de uma gestação de 78 dias, a fêmea de nome “Tonha” deu luz a dois filhotes fêmeos, que se encontram sob os cuidados da equipe técnica do Zoo para preservar e garantir a saúde dos recém-nascidos. O Parque agora quer sugestões de nome para os felinos. Os interessados em colaborar podem acessar o site do zoológico.

O coordenador do local, Gerson Norberto, explica que a onça-preta é uma espécie ameaçada de extinção e, por esta razão, se torna tão importante a reprodução em cativeiro. “Este trabalho é um grande desafio técnico, pois requer minuciosos cuidados referentes à dieta, à ambientalização do recinto e sanidade a fim de manter total controle sobre a saúde dos bichos”.

A onça-preta, também conhecida como onça pintada melânica, pertence à mesma espécie da onça-pintada. O que diferencia as duas é a quantidade de melanina - substância responsável pela pigmentação do pelo -, sendo que a onça-preta possui mais melanina, o que confere uma tonalidade escura ao seu pelo.

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Sobre a espécie
Considerado o maior felino das Américas, a onça pode chegar a ter três metros de comprimento, da ponta da cauda até o focinho, e pesar mais de 140 quilos. Ela habita as florestas tropicais, preferencialmente as densas, ou pântanos com uma provisão de água. O padrão da pelagem, composto por rosetas negras com pintas dentro, é único para cada indivíduo da espécie, funcionando como uma impressão digital. É também um animal solitário e de hábito noturno.

O público que desejar conhecer as novas moradoras do Parque poderá visitar os filhotes junto com sua mãe, no prazo de 30 dias, no recinto das onças, que está sendo reambientado para receber as novas hóspedes. Com os dois nascimentos, o Zoológico conta atualmente com quatro onças-pretas e duas onças-pintadas.

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