Nação Zumbi atrai 10 mil pessoas ao Largo do Pelourinho

Publicado: 06/03/2011 Última atualização: 05/10/2026 às 14:07

O show da Nação Zumbi encheu o Largo do Pelourinho com gente de todas as tribos na noite de sábado (5). De acordo com a Polícia Militar, foram cerca de 10 mil pessoas unidas pelo maracatu atômico importado do Recife para o Carnaval do Pelô, mas não houve ocorrência policial.

Saudado por uma plateia empolgada, o manguebeat tomou conta do Centro Histórico refazendo o percurso da história do Carnaval da Bahia. Há 60 anos Adolfo Antônio Nascimento - Dodô - e Osmar Álvares de Macêdo – Osmar, observando o desfile de uma bandinha de frevo de Pernambuco no Centro de Salvador, tiveram a ideia de criar a guitarra baiana e montar a dupla elétrica. Da iniciativa surgiu o desfile com a fobica e o som amplificado por altos falantes, nascendo daí o trio elétrico.

Ritmos regionais e batida eletrônica

Reza a lenda que quando um filme é bom fica difícil atribuir um gênero ou mesmo uma sinopse. O mesmo vale para a música da Nação Zumbi, que reúne ritmos regionais do Recife com a batida eletrônica e mais elementos de rock ‘n roll reconfigurados. É improvável classificar a banda: o baixo incansável e constante se alinha com a guitarra imprevisível, porém os músicos também mudam de papel constantemente quando se alinham à bateria e à mixagem eletrônica.

O show foi uma amostra da pluralidade da festa no Centro Histórico. “Mais uma vez a gente confirma que o Carnaval do Pelô é a festa da diversidade, pois é possível construir no mesmo espaço um diálogo com outras musicalidades”, disse Simone Reis, diretora do Pelourinho Cultural, desenvolvido pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult-Ba) e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia (Ipac).