Um acordo firmado entre as secretarias estaduais da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) e da Educação (SEC) possibilitará que 413 internos de presídios de Salvador sejam alfabetizados pelo Programa Todos pela Alfabetização (Topa). Na segunda-feira (14), representantes de cada unidade prisional e da Coordenação de Educação e Desenvolvimento da Gestão Penal (Cedegep) se reuniram na Penitenciária Lemos Brito para discutir os detalhes preliminares voltados à concretização da iniciativa.
Em 2010, o programa foi implantado em cinco unidades prisionais do interior do estado, com a alfabetização de 80 internos. As aulas na capital estão previstas para começar no dia 21 deste mês, de segunda a quinta-feira, com duração de duas horas e meia. Foram formadas 15 turmas - cada uma com uma média de 15 a 20 alunos - para os turnos matutino e vespertino, com exceção da Casa de Albergado, onde as aulas serão ministradas à noite.
Haverá quatro turmas na Penitenciária Lemos Brito e na Cadeia Pública, três no Presídio Salvador, duas no Conjunto Penal Feminino, uma na Casa de Albergado e uma na Colônia Penal Lafayete Coutinho. Os educadores foram capacitados para aplicar o Topa. Na reunião, os coordenadores de Atividades Educativas orientaram os professores sobre o comportamento e a postura exigida dentro das unidades e ressaltaram a importância do trabalho de cada um deles para o sucesso do programa.
Primeiro passo
Para muitos internos que sonham com a possibilidade de ter uma formação completa no ensino médio, o Topa é apenas o primeiro passo. Pelo programa Educação para Jovens e Adultos (EJA), que também acontece nas unidades prisionais de Salvador, os internos podem dar continuidade aos estudos.
O EJA é um sistema de ensino da rede pública no Brasil que desenvolve projetos com o objetivo de prover formação de ensino fundamental e médio para alunos que já ultrapassaram a idade escolar. O programa é fiscalizado pelo Ministério da Educação e pelo pela Coordenação Nacional de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Em 2011, o ano letivo do EJA começou em fevereiro.
Mais do que o 2º grau, alguns internos podem pleitear também o ensino superior. Por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os presos podem conseguir bolsas para estudar em uma faculdade e obter uma formação de nível superior, como aconteceu com alguns dos 307 internos que fizeram as provas do Enem em dezembro de 2010.
Internos do sistema prisional serão alfabetizados pelo Topa
Publicado: 15/03/2011
Última atualização: 05/10/2026 às 14:07