Uma estranha paixão vivida nos esgotos da cidade é o tema principal de ‘Amor Barato’, musical inédito escrito por Fábio Espírito Santo, que tem leitura dramática agendada para a próxima terça-feira (29), às 19h, no palco principal do Teatro Vila Velha, com entrada franca.
‘Amor Barato’ é um texto para teatro musical destinado a adultos e inspirado na fábula infantil ‘O Casamento de Dona Baratinha’. A trama se passa nos tempos atuais, ambientada no submundo dos esgotos de uma metrópole brasileira, e narra a trágica e bizarra história do amor impossível entre um rato e uma barata. Nesse mundo subterrâneo e perigoso, representação da vida dos humanos, os heróis passam por diversas provações para viver um excêntrico romance, com trágico final num domingo de sol, samba e feijoada.
A leitura dramática será dirigida pelo autor com a participação dos atores Diogo Lopes Filho, Luísa Prosérpio, Chica Carelli, Urias Lima, Rui Manthur, Evelin Buchegger, Gordo Neto, entre outros.
O projeto ‘Amor Barato’ foi vencedor do edital de Apoio ao Desenvolvimento de Textos Dramatúrgicos no Estado da Bahia, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), via Fundo de Cultura da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb).
Dramaturgo, iluminador e diretor teatral
Fábio Espírito Santo é dramaturgo, iluminador e diretor teatral. Graduado em Cinema e Vídeo, tem especialização em ‘Roteiros para audiovisual’. Como dramaturgo, foi premiado pelo texto ‘A Farsa da Usura’ (SC/1998) e tem indicação ao prêmio Braskem/2010 pela comédia ‘Matilde, la cambiadora de cuerpos’.
Em seus trabalhos como diretor, constam a direção artística do concerto/DVD ‘Yeyê Omó Ejá – Mães D’água’, além dos espetáculos ‘Sobre Flores no Asfalto Quente’ (2009), o circense ‘Histórias Contadas de Cima’ (2008) e a comédia ‘Divorciadas, Evangélicas e Vegetarianas’ (2005).
No campo do audiovisual, destacam-se o roteiro e a direção do curta-metragem ‘Cabidela’ (2005) e ‘Onde está Lynch?’ (2002), vídeo premiado em festivais de Santa Maria (RS) e Rio de Janeiro (RJ). Como iluminador cênico, recebeu o prêmio Braskem de Teatro/2008 pela iluminação dos espetáculos ‘O olhar inventa o mundo’, ‘Batata’ e ‘Casa número nada’. Também foi diretor do Teatro Vila Velha (2008/09) e diretor técnico de casas de espetáculos e eventos.