Chega ainda na noite desta quinta-feira (14), ao Departamento de Polícia Técnica do Estado da Bahia (DPT), o material genético das 16 vítimas do acidente aéreo, ocorrido quarta-feira (13), em Recife (PE), para ser analisado pela Coordenação de Genética Forense.
“Quando soube do acidente, imediatamente coloquei a estrutura do nosso departamento à disposição dos colegas pernambucanos, para ajudar na identificação dos corpos”, afirmou Raul Barreto, diretor do DPT, ao falar a respeito da participação da instituição neste trabalho.
Acrescentou saber da dor das famílias, observando que “precisamos aliviar parte deste sofrimento, auxiliando, com a maior rapidez possível, na identificação dos mortos”. Barreto disse ainda que, “além das 16 vítimas, serão encaminhadas também amostras de parentes para apoiar na realização dos exames”.
A Bahia foi o primeiro estado que implantou um Laboratório de Genética Forense no Nordeste, contando com equipamentos que permitem a realização de perícias em amostras de sangue, ossos, mucosa oral e outros materiais biológicos. O DPT baiano foi também responsável pela capacitação de profissionais de outros estados, a exemplo de Santa Catarina, Espírito Santo, Paraíba, Pará, Alagoas e Ceará, além de receber peritos de Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do Norte para realizarem aqui seus exames.
Buscando otimizar o atendimento à demanda crescente de perícias, o Departamento de Polícia Técnica vem estudando a aquisição de um novo equipamento de automação para extração de DNA.
Acidente
As vítimas viajavam num avião bimotor L410 da empresa Noar Linhas Aéreas, que seguia de Recife para Mossoró, com escala em Natal. Ele caiu na manhã dequarta-feira (13), na capital pernambucana, num terreno baldio entre os bairros da Piedade e Boa Viagem. Logo após a decolagem, o piloto avisou a torre que o avião apresentava problemas e que precisava retornar ao aeroporto. Como não conseguiu realizar o procedimento, tentou fazer um pouso próximo à praia da Boa Viagem, onde houve a queda da aeronave.