Bahia lança projeto Rede de combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa

Publicado: 08/08/2011 Última atualização: 05/10/2026 às 14:07

Para intensificar o combate à violência, principalmente contra religiões de matriz africana, os projetos ‘Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa’ e ‘Municipalizando a Política de Promoção da Igualdade Racial no Estado da Bahia’ foram lançados, nesta segunda-feira (8), durante encontro no Hotel Portobello, em Ondina, Salvador.

O propósito é implementar uma rede de atenção contra os crimes, de forma articulada com o poder público e a sociedade civil organizada. A iniciativa faz parte de parceria entre os governos federal e estadual, por meio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), que pretende ampliar e fortalecer as políticas de igualdade racial nos municípios baianos.

Segundo o secretario estadual, Elias Sampaio, “as ações do Estado devem ser reforçadas a partir do lançamento dos dois projetos e da articulação com diversos segmentos da sociedade”.

O evento reuniu autoridades e representantes de instituições e movimentos sociais. A ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial , Luiza Bairros, destacou as estratégias a serem utilizadas pela Bahia para combater o preconceito. “Vamos reunir organizações e instituições, que já trabalham com o racismo, e promover uma rede articulada por meio da sociedade civil, Ministério Público, Defensoria Pública e Secretaria da Justiça para que qualquer pessoa, que tenha seus direitos violados, saiba a quem procurar”. Representantes de 33 municípios, que fazem parte do Fórum Estadual de Gestores Municipais de Promoção da Igualdade Racial, também participaram do evento.

Discriminação

A ialorixá Maria Lina, que mora em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, há mais de 60 anos, é testemunha da discriminação contra os cultos de matriz africana. “As pessoas zombam quando eu passo, jogam água, riem. Eu quero que todos vivam em harmonia”. Mãe Stela de Oxossi também esteve presente no encontro e convocou os negros a persistirem na resistência. Para a ialorixá, somente com muita luta é possível vencer o preconceito.