Teleconferência sobre Brasil Sem Miséria é acompanhada por gestores estaduais

Publicado: 08/08/2011 Última atualização: 05/10/2026 às 14:07

Gestores estaduais, incluindo o secretário de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, Carlos Brasileiro, participaram nesta segunda-feira (8) de uma teleconferência nacional sobre o Plano Brasil Sem Miséria. Transmitida ao vivo de Brasília e exibida no Teatro do Irdeb, em Salvador, a apresentação da ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, mostrou as linhas de ação do plano de superação da extrema pobreza e o papel de cada ator social nas ações.

Lançado pela presidente Dilma Rousseff em junho deste ano, o Brasil Sem Miséria objetiva tirar 16,2 milhões de brasileiros da pobreza extrema. São pessoas com renda familiar de, no máximo, R$ 70 per capita. Para o secretário, o plano exigirá esforço e envolvimento de todos os integrantes do poder público.

Tereza Campello classificou a teleconferência como o primeiro passo para consolidar o plano e convocou todos a olharem a pobreza como um problema sobre o qual também têm responsabilidade. Na primeira parte da apresentação, ela traçou um panorama da pobreza no país, onde 59% dos pobres vivem no Nordeste, 51% têm menos de 19 anos, 70% são negros e pardos, e 25% analfabetos. A extrema pobreza é maior na zona rural, mas também atinge grandes centros urbanos.

Nesse segmento da população, muita gente sequer conhece seus direitos. “Essas pessoas ficam tão à margem que não acessam o Bolsa Família, por exemplo. Seja por desconhecimento ou dificuldades as mais diversas, elas estão sem o básico e não conseguem se beneficiar das políticas públicas do governo. Nosso papel agora é ir atrás dessas pessoas levando o auxílio dos diversos programas para que saiam dessa situação”, afirmou a ministra.

Bahia investe na inclusão produtiva

Um dos três eixos do Brasil Sem Miséria é a inclusão produtiva, por meio da integração de várias ações de governo, de forma que levem às pessoas, em situação de extrema pobreza, as condições necessárias para sobreviverem dignamente com o próprio trabalho.

Na Bahia, as ações de inclusão produtiva foram reunidas no programa ‘Vida Melhor – Oportunidade para quem mais precisa” lançado, na semana passada, pela presidente Dilma Rousseff e pelo governador Jaques Wagner. Ao todo serão investidos R$ 3,8 bilhões em capacitação, assistência técnica agrícola, apoio à comercialização e concessão de créditos para que essas pessoas entrem no mercado de trabalho ou abram o próprio negócio.