Produção de radiofármacos em Lauro de Freitas deve começar ainda em 2011

Publicado: 27/10/2011 Última atualização: 05/10/2026 às 14:07

A fábrica Delfin Fármacos, construída em Lauro de Freitas, com financiamento da Desenbahia, já está pronta e depende apenas da autorização final da Comissão Nacional de Energia Nuclear, órgão responsável pela liberação de funcionamento de indústrias que lidam com material radioativo. A expectativa é a de que a empresa comece a funcionar ainda em novembro de 2011, produzindo no primeiro ano 4.500 doses da substância FDG, destinada ao diagnóstico precoce do câncer, passando para 28 mil no período de cinco anos.

A meta do empreendimento é atender o mercado da Bahia e do Nordeste, suprido atualmente por quatro fábricas públicas e uma privada, localizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Pernambuco. Por se tratar de uma substância que tem um tempo de radioatividade muito curto, apenas duas horas, a fábrica baiana foi instalada próximo ao aeroporto de Salvador o que possibilitará que a substância chegue num período de tempo menor nas capitais do Nordeste.

Assim, a Bahia vai ganhar ainda em 2011, um importante e moderno aliado no diagnóstico de doenças como câncer e neoplasia. O investimento do Grupo Delfin, em Lauro de Freitas, chega a R$ 31 milhões, dos quais cerca de R$ 25 milhões são financiados pela Desenbahia.

O FDG é um radiofármaco utilizado em tomografias de emissão de pósitrons (PET), técnica com a qual é possível identificar tumores em estágio inicial. A partir do investimento previsto, a Delfin Fármacos será o primeiro empreendimento privado no Nordeste a produzir a substância.

A unidade poderá atender centros médicos no interior da Bahia e também de outros estados, beneficiando milhares de pacientes. "O empreendimento tornou-se possível devido ao financiamento de longo prazo oferecido pela Desenbahia, que acreditou no projeto. Como uma instituição financeira baiana, onde as decisões são locais, o processo fluiu com rapidez e garantiu recursos técnicos e financeiros para um investimento deste porte", explica o responsável pelo empreendimento, Armindo Gonzalez. "Vamos envolver também o meio acadêmico para realizar pesquisas científicas que promovam inovações tecnológicas", completou.

O site "Gente e Mercado" informa: "Nem bem investiu R$ 31 milhões na implantação da Delfin Fármacos, primeira indústria baiana para fabricação do FDG, substância usada para diagnóstico do câncer, o médico e empresário Delfin Gonzalez está direcionando mais R$ 30 milhões para a construção de um complexo médico oncológico, também em Lauro de Freitas".

O prédio de oito andares construído numa área denove mil metros quadrados, vai abrigar, além da indústria de FDG, unidades para radioterapia, medicina nuclear e bio-imagem, um hospital-day e ambulatório com quatro salas para cirurgias. O grupo emprega 2,3 mil funcionários.