O projeto Memórias Reveladas das Lutas Políticas na Bahia, foi lançado nesta sexta-feira (16) pelo Centro de Memória da Bahia, da Fundação Pedro Calmon, órgão vinculado à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), como parte do esforço nacional de recuperação da memória da resistência à Ditadura Militar (1964-1985). O lançamento aconteceu no Palácio Rio Branco, Centro Histórico de Salvador, e faz para das ações do governo que visam assegurar o resgate de memória das lutas políticas na Bahia.
De acordo com a diretora do Centro, Jacira Primo, serão ser utilizadas diversas metodologias para a produção de materiais. “Vamos usar principalmente a história oral, para a produção de documentos orais, escritos e audiovisuais”.
Banco de dados
Preso durante a Ditadura Militar, o advogado Ruy Patterson vê o projeto como possibilidade de revelar às gerações futuras o outro lado da história. “Com esta ação, nossos filhos e netos vão poder acessar os dados contados a partir de quem vivenciou de perto esta história aqui na Bahia”, acredita.
Um banco de dados audiovisual, com o material coletado em entrevistas, ficará sob a guarda da Fundação Pedro Calmon, no Centro de Memória da Bahia. “A intenção também é estimular a realização de novos estudos sobre a história política da Bahia no período da Ditadura Militar brasileira, e contribuir com este que é um projeto nacional”, afirma Ubiratan Castro, diretor-geral da Fundação Pedro Calmon.
O processo de pesquisa será compartilhado com cidadãos diretamente e por intermédio dos meios eletrônicos, e também com os movimentos que lutam pela anistia, pelos direitos humanos e contra a tortura. As pesquisas vão abranger vários movimentos sociais que resistiram à ditadura, a exemplo do Movimento Estudantil, Movimento Operário, Movimento Camponês, Movimento de Bairros, Partidos Políticos clandestinos, Movimentos Políticos Legais e Parlamentares, Movimento das Igrejas (Católica e Protestante), Intelectuais Progressistas e outros.