Dos 490 feirantes que vão trabalhar no Galpão Água de Meninos, mais de 200 já estão no novo espaço. Valdelice Gonçalves foi uma das primeiras a ocupar um dos 35 boxes que abrigam os bares e restaurantes e aprova a mudança. “Isso aqui é um paraíso”.
Durante a reforma da São Joaquim, em três etapas, os feirantes vão ocupar o galpão, que possui mais espaço para circulação dos frequentadores, infraestrutura e melhores condições de higiene, como afirmou a diretora de Equipamentos e Qualificação Urbanística da Conder, Lívia Gabrielli. “Até o fim do mês, todos os feirantes já devem estar acomodados nos boxes, com ponto de luz, água, internet – 463 deles já assinaram o termo de compromisso de que virão para cá e retornarão para o local de origem após a reforma. Estamos nesta que é a primeira etapa, depois vêm a área portuária e o miolo da feira, para concluir”, explicou a diretora.
A recuperação da Feira de São Joaquim envolve as secretarias do Turismo (Setur), de Cultura (Secult) e de Desenvolvimento Urbano (Sedur), por meio da Conder, entre outros órgãos. “Não é só a obra física. Estamos fazendo um projeto que envolve a Ufba e o Sebrae para dar mais condições de trabalho aos feirantes, inclusive com cursos de qualificação profissional”. Um livro de gastronomia com itens da feira deve ser lançado durante esse processo.
Os investimentos para a reforma da Feira de São Joaquim giram em torno de R$ 32 milhões, com recursos do governo da Bahia e do Ministério do Turismo.
Dernival Paixão, 40 anos, terminava de pendurar no Galpão Água de Meninos seus produtos na manhã desta segunda-feira (16). “Estou só arrumando, mas continuo vendendo. Esse espaço é bem melhor. Sei que vamos voltar pra lá, mas isso só vai acontecer depois da reforma”.
Feirante e freguês aprovam espaço
Valdemiro dos Santos declarou que conseguiu boas vendas durante a Lavagem do Bonfim. “Meus fregueses vão até o local antigo, não me encontram e vêm até aqui. Tenho vendido bem, e com mais tranquilidade e segurança”.
Carlos Santiago, freguês de Valdemiro há mais de quatro anos, concorda. “Cheguei lá hoje de manhã, não o achei e vim pra cá. Ficou realmente bom aqui, não é? Dá até prazer passar apenas pra tomar um cafezinho”.