O Estado da Bahia aderiu, nesta sexta-feira (31), ao Pacto Brasil Contra o Feminicídio, iniciativa que reúne União, estados e instituições dos demais Poderes para fortalecer as ações de prevenção, proteção e enfrentamento à violência contra as mulheres. A mobilização, realizada em Salvador, contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues acompanhado pela primeira-dama da Bahia, Tatiana Velloso, além da primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, e da ministra das Mulheres Márcia Lopes.
Entre as ações previstas a partir da adesão ao pacto estão a ampliação da concessão de medidas protetivas de urgência, a expansão do monitoramento de agressores por meio de tornozeleiras eletrônicas e o fortalecimento da rede de atendimento às mulheres em situação de violência, com a implantação de novas unidades da Casa da Mulher Brasileira. A iniciativa também prevê a integração entre os sistemas de segurança pública, Justiça, saúde, assistência social e educação.
Integrante do Comitê do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, Janja da Silva ressaltou a importância da mobilização para prevenir novos casos de feminicídio e fortalecer as políticas de proteção às mulheres. "Elas não são números, são mulheres que tiveram suas histórias interrompidas", afirmou.
O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, destacou que a adesão ao pacto amplia a integração entre as instituições e fortalece as ações voltadas à proteção das mulheres. "Esse pacto fortalece as ações da Bahia com a União e amplia instrumentos de proteção às mulheres", afirmou.
Ao destacar a importância da atuação integrada entre instituições, a primeira-dama da Bahia, Tatiana Velloso, afirmou que cada feminicídio é um fracasso coletivo. “Nosso dever é romper esse ciclo antes que a violência avance. Nenhuma instituição sozinha consegue enfrentar um problema tão complexo. Precisamos integrar prevenção, acolhimento, proteção, investigação e responsabilização".
A cerimônia reuniu representantes dos governos federal e estadual, do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Assembleia Legislativa e de outras instituições que integram a rede de enfrentamento à violência contra as mulheres.
Repórter: Leo Moreira/GOVBA