Espetáculo “Idas e Vindas Secas” abre vendas de ingressos para temporada na Sala do Coro do TCA

Publicado: 29/09/2026 Última atualização: 05/10/2026 às 09:14
Espetáculo “Idas e Vindas Secas” na Sala do Coro do TCA
Foto: Lucas Malkut
ÁUDIO: Espetáculo “Idas e Vindas Secas” abre vendas de ingressos para temporada na Sala do Coro do TCA

O espetáculo “Idas e Vindas Secas” abre as vendas de ingressos na próxima quinta-feira (1º de outubro), às 14h, para temporada na Sala do Coro do Teatro Castro Alves (TCA). Os ingressos estarão disponíveis na bilheteria física do TCA e online pela plataforma Sympla com valores de R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada). O espetáculo estreia no próximo dia 9 de outubro.

Realizado pela Cia Buffa de Teatro e SouZ Produção e Gestão Cultural, com direção e dramaturgia de Joice Aglae e produção de Juliana Monique, a montagem realiza sessões de sexta a domingo, sempre às 20h. Selecionado por meio do edital da 21ª edição do TCA.Núcleo de Teatro, realizado pelo Teatro Castro Alves e Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), a montagem segue para circulação no interior da Bahia após as apresentações pela capital.

Inspirado no romance “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, “Idas e Vindas Secas” não busca adaptar literalmente a obra. O livro publicado em 1938 funciona como ponto de partida para uma investigação cênica que transforma sua atmosfera, seus silêncios e seus personagens simbólicos em uma dramaturgia física e imagética. O espetáculo transforma o sertão em picadeiro e encontra na palhaçaria uma forma de tensionar a dureza dessas questões.

A diretora Joice Aglae refletiu sobre a proposta do espetáculo: “Montar um espetáculo inspirado em Vidas Secas é revisitar o Brasil nordestino mais profundo, mas também o mundo contemporâneo. A seca como fenômeno natural se perpetua por muitos sertões e o desafio climático do atual aquecimento global nos aponta para um retorno a esta crise mundial da água. Mas, também, nos tempos atuais, a aridez pode ser do solo, do corpo físico, do corpo social e de nossa capacidade emocional de empatia”, pontuou.

 A diretora Joice Aglae destaca que desigualdade, fome, exclusão, perda de território, exploração do trabalho, silenciamento e dificuldade de se fazer ouvir atravessam a pesquisa do espetáculo. A figura dos retirantes ganha, assim, uma dimensão contemporânea, em que pessoas continuam em movimento em busca de terra, direitos, afeto e condições de existência. A palhaçaria é utilizada justamente para tensionar essas questões, quando o riso não aparece como uma forma de negar a tragédia, mas como possibilidade de enfrentá-la. “O palhaço e a palhaça não se abalam pela derrota, ao contrário, a derrota o(a) impulsiona para uma nova tentativa e possibilidade”, destacou.

A construção de “Idas e Vindas Secas” começou em julho com a realização de oficinas formativas e audições de atrizes e atores para a composição do elenco. Foram realizadas oficinas gratuitas de figurino, cenário, iluminação, produção e direção dentro dos espaços do Complexo do Teatro Castro Alves. Essa iniciativa faz parte do caráter do programa TCA.Núcleo de Teatro, que visa o fomento da pesquisa, criação, formação e circulação nas artes cênicas.

 

Fonte: Ascom/TCA

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