Estado da Bahia encerra ciclo do Projeto Rede Mulheres com Feira de Empreendedorismo em Salvador

Iniciativa reuniu cerca de 80 expositoras na Biblioteca Central dos Barris com foco em autonomia econômica e inclusão de mães atípicas
Publicado: 02/10/2026 Última atualização: 05/10/2026 às 09:13
Estado da Bahia encerra ciclo do Projeto Rede Mulheres com Feira de Empreendedorismo em Salvador
Foto: Denisse Salazar/GOVBA

O Estado da Bahia realizou, nesta sexta-feira (2), na Biblioteca Central dos Barris, em Salvador, a Feira de Empreendedorismo do Projeto Rede Mulheres II. O evento marcou o encerramento das atividades desta edição e reuniu cerca de 80 empreendedoras, entre trabalhadoras formais e informais de variados segmentos da economia local. Promovida pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) em parceria com a Associação Educacional Sons do Silêncio (AESOS), a iniciativa foca no fortalecimento da autonomia financeira feminina, com atenção prioritária a mulheres em vulnerabilidade e famílias atípicas.

Lançado em maio deste ano, o Rede Mulheres II contemplou oito municípios baianos com cursos de gestão, precificação, marketing digital, identidade visual e inteligência artificial aplicada aos negócios. Segundo a diretora da AESOS, Márcia Lemos, a ação capacitou 400 empreendedoras no estado. "Em Salvador, atendemos 160 mulheres, sendo 40 mães atípicas. O evento na biblioteca é a culminância desse ciclo, que trabalhou para empoderar essas produtoras e potencializar negócios que muitas já realizavam”, pontuou.

Titular da Setre e pai atípico, Augusto Vasconcelos destacou o papel da articulação em rede como ferramenta de distribuição de renda e enfrentamento ao capacitismo. "Esse projeto busca gerar autonomia para mulheres que sustentam suas famílias a partir do próprio negócio, especialmente mães atípicas que enfrentam barreiras diárias. O Estado da Bahia atua com foco na inclusão socioprodutiva", afirmou.

Vasconcelos adiantou ainda que a pasta prepara o lançamento, previsto para dezembro, do Projeto Empreende Mulheres. A proposta deve contemplar 500 participantes na capital nesta fase inicial, oferecendo suporte financeiro voltado à aquisição de maquinário e equipamentos de produção, com posterior expansão para o interior baiano. Ao contextualizar o cenário econômico, o secretário ressaltou os números recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apontando que o estímulo ao microcrédito e à economia solidária caminham  juntos à atração de investimentos e às 320 mil vagas formais de trabalho com carteira assinada geradas na atual gestão.

Voz, acolhimento e comercialização

A abertura do encontro contou com a apresentação do Coral das Mães Atípicas da AESOS. Uma das integrantes é Kelly Alakija, mãe de Alícia, 9, diagnosticada com autismo. Para ela, o espaço vai além da vitrine comercial. "Receber o diagnóstico é um impacto enorme, e a AESOS foi a porta que acolheu não apenas minha filha, mas a mim como mãe. A feira é essencial porque os benefícios muitas vezes não cobrem despesas com remédios e terapias", iniciou.

Na área de estandes, a artesã Rose Galvão, proprietária do ateliê Chine Chic, celebrou o impacto prático da qualificação em suas peças autorais. "Não adianta produzir itens de qualidade e mantê-los guardados em casa. A formação nos ensina a precificar, a estruturar o marketing e a conectar nosso trabalho às pessoas. A feira nos dá visibilidade e permite que o público valorize o artesanato baiano", concluiu.

O evento também contou com a presença das titulares da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) e Secretaria de Política para as Mulheres (SPM), Ângela Guimarães e Camila Batista, respectivamente, de Jaiane Fiaz, representante da SEC, e Fábia Carvalho, da Superintendência de Política para Povos Indígenas do Estado da Bahia (SPPI/Sepromi).

Repórter: Juana Castro/GOVBA
 

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