O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), por meio da Coordenação de Gestão de Fauna (CGFAU), realizou, nesta terça-feira (13), uma oficina de apresentação do Plano de Ação Nacional para a Conservação das Espécies da Herpetofauna Ameaçadas do Nordeste (PAN Herpetofauna do Nordeste). A atividade aconteceu na Secretaria do Meio Ambiente (Sema), em Salvador, e reuniu servidores da Sema e do Inema que atuam nas áreas de Licenciamento, Fiscalização, Conservação da Biodiversidade, Educação Ambiental e Gerenciamento de Incêndios Florestais, com o objetivo de apresentar as estratégias previstas no plano e estimular a colaboração entre as equipes para a implementação de ações de conservação.
A apresentação foi conduzida por representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH Pernambuco) e pela especialista em Meio Ambiente e Recursos Hídricos da CGFAU, Sara Alves.
O encontro abordou a importância dos Planos de Ação Nacional (PANs) para a conservação de espécies ameaçadas de extinção, considerando os fatores que colocam essas populações em risco e os territórios onde ocorrem. “Os planos de ação nacional são planos para conservar espécies que estão nas listas oficiais de espécies ameaçadas de extinção. Dentro do plano, a gente trabalha com a ameaça a essas espécies e os lugares onde elas ocorrem. E, a partir dessas ameaças, propõe ações para diminuí-las”, explicou Sara Alves.
Entre as medidas que podem ser previstas estão ações de fiscalização, licenciamento ambiental, criação de unidades de conservação e conservação dos recursos hídricos. A proposta da oficina é aproximar as estratégias do PAN das atividades desenvolvidas pelos órgãos ambientais, favorecendo a atuação integrada das equipes na proteção da fauna.
Coordenadora do PAN Herpetofauna do Nordeste e analista ambiental do ICMBio, Tatiana Vilaça destacou a importância da articulação institucional para colocar as estratégias em prática. “Nosso objetivo aqui é justamente tentar construir uma colaboração para que a gente, juntos, possa implementar ações voltadas à conservação dessas espécies ameaçadas, sobretudo de répteis e anfíbios”, afirmou.
Segundo Tatiana, a iniciativa também busca fortalecer a cooperação com outras frentes de conservação desenvolvidas na Bahia, ampliando as possibilidades de atuação conjunta em favor da fauna.
A oficina também contou com a participação de Patrícia Tavares, representante da CPRH de Pernambuco, que apresentou a experiência do estado no uso de ferramentas para reunir e disponibilizar informações ambientais. Entre as iniciativas está a plataforma ecológico-econômica de Pernambuco, que integra dados de diferentes bases e oferece recursos de visualização e análise para subsidiar ações de conservação da biodiversidade e o licenciamento ambiental. Além da presença do Doutor Arielson Protazio, professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) que apresentou os dados das pesquisas científica com Herpetofauna e como esses dados podem ajudar na conservação das espécies ameaçadas.
Fonte: Ascom/Inema