SDE apresenta balanço do mercado digital baiano

Estudo foi divulgado durante a realização do IV Fórum Industrial da Bahia
Publicado: 05/11/2026 Última atualização: 05/11/2026 às 14:34
Balanço mercado digital baiano
Foto: Eduardo Andrade-Ascom/SDE

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) participou nesta quarta-feira (4), do IV Fórum Industrial da Bahia, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB). Promovido pelo Conselho da Micro, Pequena e Média Indústria da FIEB, o Fórum Industrial da Bahia é um espaço de debates sobre o desenvolvimento da atividade industrial do estado. O tema da quarta edição do evento foi “Acesso a Mercado: Demandas e Oportunidades da Indústria Baiana”.

A SDE foi representada pelo superintendente de Gestão Patrimonial para o Desenvolvimento Produtivo, Válbete Lima, que, em sua apresentação, fez um balanço do comércio eletrônico de bens na Bahia, com base em dados extraídos do Observatório do Comércio Eletrônico Nacional, plataforma lançada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em parceria com a Receita Federal.

O levantamento, relativo ao período entre 2019 e 2025, aborda três fluxos: vendas da Bahia para o próprio estado; vendas da Bahia para outros estados; e vendas de outros estados para a Bahia. O comércio eletrônico nacional alcançou R$ 282,47 bilhões em 2025, dos quais R$ 187,19 bilhões, o equivalente a 66,27%, corresponderam a operações interestaduais, enquanto R$ 95,28 bilhões, ou 33,73%, foram operações realizadas dentro dos próprios estados.

A Bahia foi o sexto maior destino de compras online do Brasil, com R$ 14,87 bilhões em compras destinadas ao estado. Desse total, 90,28% foram fornecidos por estabelecimentos localizados em outras unidades da Federação, enquanto 9,72% foram atendidos por estabelecimentos baianos em operações internas, realizadas entre emitentes e destinatários localizados na própria Bahia.

No fluxo inverso, os estabelecimentos baianos venderam R$ 2,2 bilhões. Desse total, aproximadamente 65,5% foram destinados a consumidores da própria Bahia e 34,5% a consumidores de outras unidades da Federação.

“Nos últimos cinco anos, as compras online no Brasil cresceram 175%, ao passo que as compras destinadas à Bahia aumentaram 232%. No entanto, as vendas internas realizadas por estabelecimentos baianos cresceram aproximadamente 53% nesse mesmo período. Reduzir essa diferença é um dos maiores desafios que precisamos enfrentar nos próximos anos”, declarou Válbete Lima.

O que e de quem a Bahia compra?

São Paulo responde por R$ 7,7 bilhões das compras destinadas à Bahia, o equivalente a aproximadamente 52% do total, seguido por Minas Gerais, com R$ 1,57 bilhão, e pela própria Bahia, com R$ 1,44 bilhão. Entre os produtos mais relevantes nas compras destinadas à Bahia aparecem máquinas e materiais elétricos, que incluem celulares, eletrodomésticos da linha branca e equipamentos de áudio e vídeo, entre outros, além de máquinas e equipamentos.

O que e para quem a Bahia vende?

São Paulo é também o estado que mais compra dos fornecedores baianos. Sergipe, Pernambuco, Minas Gerais e Rio de Janeiro aparecem em seguida entre os principais mercados consumidores das vendas emitidas pela Bahia. Em 2025, os valores apresentados foram de aproximadamente R$ 140 milhões para São Paulo, R$ 130 milhões para Sergipe, R$ 80 milhões para Pernambuco, R$ 70 milhões para Minas Gerais e R$ 60 milhões para o Rio de Janeiro.

A Bahia vende principalmente máquinas e materiais elétricos, com R$ 133 milhões; equipamentos, com R$ 120,9 milhões; perfumaria e cosméticos, com R$ 113,4 milhões; vestuário, com R$ 107 milhões; e livros e impressos, com R$ 45 milhões.

Para Válbete Lima, o diagnóstico aponta diferenças de escala. “Precisamos entender quais produtos e canais podem ampliar a presença dos estabelecimentos baianos nas compras destinadas à Bahia e quais destinos e estruturas comerciais merecem análise para ampliar as vendas interestaduais”, concluiu.

Fonte: Ascom/SDE

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