O licenciamento ambiental do pólo industrial de Feira de Santana está sendo discutido entre o Centro de Recursos Ambientais (CRA) e o Centro das Indústrias de Feira de Santana (CIFS). Mais do que uma licença de localização concedida isoladamente a uma ou outra empresa, com o licenciamento, as indústrias e os órgãos ambientais terão à disposição um gerenciamento das principais questões ambientais ligadas ao setor industrial, como a utilização dos recursos hídricos, o gerenciamento dos riscos ambientais, a disposição de resíduos e o monitoramento atmosférico.
A maior concentração está no Centro Industrial do Subaé (CIS), que abriga 133 empresas, com algumas delas instaladas ao longo da BR-324. Segundo a diretora-geral do CRA, Beth Wagner, a idéia do licenciamento ambiental, como um todo, do pólo industrial feirense foi bem acolhida pelos empresários do setor. A segunda rodada de reuniões entre o CRA e o CIFS aconteceu ontem (15), na Casa da Agricultura de Feira de Santana.
“Passamos para as organizações e empresários os benefícios do licenciamento ambiental do pólo. A partir de um ordenamento, permitido através do licenciamento, as empresas terão uma redução de custos e tempo no que se refere às questões de gerenciamento ambiental”, disse Beth Wagner.
Para o presidente do CIFS, Luiz da Costa Neto, o licenciamento ambiental do pólo industrial de Feira vai trazer benefícios para as empresas que serão implantadas no local, ao mesmo tempo em que credenciará as que já estão instaladas.
“Compramos a idéia. Acredito que não teremos maiores dificuldades para desencadear o processo de licenciamento ambiental do pólo”, destacou Costa Neto. Ele afirmou que uma outra reunião entre o CRA, o CIFS e os representantes das indústrias de Feira para a definição dos detalhes do licenciamento já está agendada para o final deste mês.
Licenciamento ambiental do pólo industrial de Feira volta a ser discutido
23/08/2007