A elaboração imediata de um diagnóstico da empresa com objetivo de criar um plano operativo para os próximos seis meses foi anunciada hoje (16), pelo presidente da Bahia Pesca, Aderbal de Castro Meira Filho, ao ser empossado no cargo pelo secretário da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, Geraldo Simões. A solenidade foi realizada à tarde, no auditório da Agência de Defesa Animal da Bahia (Adab).
Em seu pronunciamento, Simões destacou a importância do desenvolvimento de tecnologias próprias, visando utilizar a pesca e a aqüicultura para atender não só o empresariado privado, como também os pequenos produtores. Simões anunciou a incorporação das estações de piscicultura de Camamu e Xique-Xique, que pertenciam à Codevasf, à estrutura da Bahia Pesca. “São estações que vão produzir mais 9 milhões de alevinos por ano para o nosso estado”, disse.
Em seu discurso de posse, Meira Filho destacou a importância da Bahia Pesca no cenário econômico e social do estado. “Trata-se de uma empresa com um importante papel a cumprir no estado e que precisa ser mais conhecida pela sociedade baiana”, defendeu.
Segundo ele, em função do grande potencial da pesca e da aqüicultura, a empresa pode fazer muito mais do que já fez e, para isso, serão estabelecidos novos paradigmas, uma nova estrutura e um novo modelo de gestão. “Não só para criação de novos projetos, mas também para que os já existentes tenham novo caráter e nova perceção pela sociedade”, destacou.
Segundo o presidente da Bahia Pesca, os pilares de sustentação deste novo modelo são: plano de trabalho, estrutura organizacional, recursos financeiros, ciência, tecnologia e inovação e parcerias. “Nos três primeiros meses, vamos enfatizar a articulação com os governos federal e estadual, parcerias com os setores produtivos, articulação do capital social, intelectual e científico para pesquisa e desenvolvimento e potencializar a captação de recursos externos, através de convênios e parcerias”, anunciou.
Esperança
Para a presidente do Conselho Pastoral dos Pescadores, Maria José Pacheco, a expectativa com o novo governo é de que os pescadores artesanais sejam priorizados. “É preciso tratar nossa categoria de forma mais justa e não dar ênfase apenas à carcinicultura”, sugeriu. Na opinião do presidente da Federação dos Pescadores do Estado da Bahia, José Carlos Rodrigues, os pescadores precisam ser tratados de foma mais inclusiva. “Que o nosso setor seja um grande gerador de emprego e renda no nosso estado”, afirmou. “Temos muita esperança de que o novo governo olhe com outros olhos o nosso setor”, completou o presidente da colônia de pescadores de Taperoá, Joacir Aleluia.