Por acreditar que a Bahia pode obter melhores indicadores na educação se houver maior cooperação entre as diferentes esferas de governo, o secretário estadual da Educação, Adeum Sauer, selou o compromisso de ampliar os convênios de cooperação técnica existente entre estado e município, durante encontro com o secretário de Educação de Salvador, Ney Campello, hoje (17). O encontro contou com a participação do sub-secretário de educação do município, Weslen Moreira, do diretor do Instituto Anísio Teixeira (IAT), Penildo Silva Filho, entre outros dirigentes e superintendentes das duas secretarias.
Se depender do secretário Adeum Sauer, a política de aproximação deve ocorrer nos 417 municípios baianos, indo ao encontro da Constituição Federal que determina que a educação deve ser oferecida em regime de cooperação entre as três esferas de governo. Depois de conhecer os programas e projetos executados em Salvador, Sauer sinalizou o interesse de estender para todo o estado a Lei Municipal 10.639/03, que integra no currículo das escolas o ensino da história e cultura da África e Afro-brasileira. “O estado tem que se comprometer com a sua identidade histórica e suas raízes”, defende Sauer.
Durante a reunião, Sauer também sinalizou para Campello que tanto as universidades estaduais quanto o IAT estão à disposição do órgão para programas de formação e aperfeiçoamento de professores. “Nós nos ressentimos muito por não ter havido essa aproximação na gestão anterior. Entendemos que através do diálogo de forma sistêmica só iremos ganhar com a educação”, disse Campello. Como resultado dos feitos na gestão da pasta, ele citou que conseguiu ampliar de dois mil para 22 mil o número de alfabetizados por ano e criar 62 mil novas vagas na rede, o que representa um aumento de 55%.
Em contrapartida, Adeum Sauer disse estar contente com a visão abrangente dos programas da rede municipal, que primam por uma educação com valorização do cidadão. “Nosso papel é levar estes valores para todos. Espero realizar um trabalho mais coletivo com profissionais que sejam parceiros nesta proposta de implantar na Bahia uma filosofia de educação para todos”, ressaltou. Mais uma vez o secretário estadual da educação voltou a destacar a importância de empreender uma grande mobilização social pela redução dos índices de analfabetismo de adultos, que atualmente atinge a 2,7 milhões de baianos. “Esse resultado só pode ser atribuído a uma falta de compromisso com as classes populares que ao longo dos anos engrossou estas estatísticas”, avaliou, acrescentando que não irá abrir mão das ferramentas para promoção da inclusão social.