A redução dos níveis de pobreza e a promoção de um desenvolvimento ambientalmente sustentável, com eqüidade de gênero, nas comunidades rurais do semi-árido estão entre as ações e os objetivos do Prodecar (Projeto de Desenvolvimento de Comunidades Rurais nas Áreas mais Carentes do Estado da Bahia), que o secretário de Desenvolvimento e Integração Regional, Edmon Lucas, e o diretor-executivo da CAR (Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional), Paulo Cezar Lisboa, vão apresentar para parlamentares e secretários estaduais, hoje (23), à tarde, e amanhã, no auditório da Secretaria do Planejamento (Seplan).
Para o secretário Edmon Lucas, essa é uma reunião importante, já que é a primeira realizada pela secretaria e traz uma exposição de ações do Prodecar, um projeto imprescindível para melhoria da qualidade de vida de milhares de famílias do semi-árido. “É necessário que os outros secretários possam ter conhecimento da nossa linha de ação através desse projeto e, como essa secretaria é de Desenvolvimento e Integração Regional, é fundamental sabermos como integrar as ações das outras secretarias para otimizar o Prodecar”, explicou.
Segundo Edmon Lucas, esse é o modo mais rápido de atuar nas regiões Nordeste e Sudoeste, onde existem municípios com os mais baixos IDH. “Queremos que os secretários compreendam a nossa linha de ação e possam realizar, conjuntamente com a nossa secretaria, ações para melhorar rapidamente esses índices. Essa é a atuação solicitada pelo governador do Estado a cada um de nós”, disse.
Os deputados estaduais e federais conhecerão o Prodecar amanhã. “Queremos discutir com os deputados, oportunidade que no passado, como deputado, nunca tive. Mas, agora no governo Jaques Wagner queremos dar essa abertura, porque sempre são bem-vidas as opiniões, especialmente, daqueles que representam as suas regiões e sabem do sofrimento e da necessidade de uma ação imediata por parte do Governo do Estado”, ressaltou o secretário.
Com a execução do Prodecar, serão beneficiados 90.500 homens, mulheres e jovens com renda bruta de até dois salários mínimos mensais, sendo 35.000 diretamente e 55.000 indiretamente. Serão atendidas, prioritariamente, famílias com renda abaixo da linha de pobreza, habitantes de 600 comunidades rurais de 32 municípios do semi-árido, distribuídos nas regiões Nordeste (23) e Sudoeste (9 municípios), caracterizados por baixos valores de IDH.