O setor de Tecnologia da Informação (TI) contará com o apoio da secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia (Secti) para se desenvolver e ganhar mercado. Este foi o tom do discurso do secretário, Ildes Ferreira, durante a posse da nova diretoria da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Softwares e Internet – Regional Bahia (Assespro-BA), realizada ontem (dia 22), na Casa do Comércio.
O secretário explicou que o setor faz parte de um amplo programa que está sendo estruturado para fornecer apoio a empresas organizadas no formato de Arranjos Produtivos Locais (APLs). “Os APLs ainda estão na fase embrionária de implantação e não faltará esforços para que eles sejam efetivos de fato”. Um APL se caracteriza como um aglomerado produtivo que reúne várias empresas de uma região específica, principalmente micro e pequenas, trabalhando numa mesma atividade produtiva e que possuem algum vínculo de articulação e cooperação entre si. De acordo com Ferreira, estes arranjos são um dos eixos prioritários da Secti, que está atuando em 10 setores produtivos em parceria com o Sebrae e a Fieb.
O APL de Tecnologia da Informação é composto por aproximadamente 100 empresas de pequeno médio e grande porte, localizadas na RMS e Feira de Santana, que trabalham principalmente com o desenvolvimento de softwares e serviços . Ele faz parte do Programa de Fortalecimento da Atividade Empresarial liderado pela Secti, que está em fase final de negociação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para um investimento de US$ 16,6 milhões. “Temos consciência que o governo, em parceria com a sociedade, empresários, academias e movimentos sociais, cumprirá o seu papel”, declarou o secretário.
O novo presidente da Assespro, Paulo Monteiro, destacou a atuação das empresas da área de TI no formato de arranjo produtivo. “O APL tem um papel muito importante porque serve para fazer com que as empresas consigam compartilhar custos”, disse. Monteiro explica que uma empresa sozinha não possui capacidade de alçar vôos internacionais, mas um conjunto de empresas, com várias tecnologias acopladas, pode ter condições de atender a todos os países da América do Sul. “O APL vem a calhar muito bem nesse processo de juntar forças para atingir novos mercados”, disse.