Servidores, coordenadores e diretores da Superintendência de Recursos Hídricos (SRH) estabeleceram, em um Seminário de Planejamento Estratégico, as ações e os objetivos da autarquia para os quatro anos deste Governo. A idéia central é “construir o futuro a partir do agora”. Os trabalhos foram orientados pela Secretaria de Planejamento do Estado (Seplan).
Durante dois turnos de debates, ontem (6), os servidores indicaram quais devem ser as ações da SRH e estabeleceram os resultados que devem ser alcançados até 31 de dezembro de 2010, coordenadores e diretores da autarquia estabeleceram os objetivos que deverão ser alcançados nos quatro anos de governo.
Dentro de suas áreas, os participantes fizeram um mapeamento das atividades e apontaram como deve ser a atuação da SRH para consolidar, em consonância com outras instâncias de governo, a política de Recursos Hídricos no Estado, a revisão do regimento interno da SRH e a regulamentação da Lei de Recursos Hídricos.
Dentre os resultados, espera-se consolidar a gestão participativa e controle social, enfatizando a criação e o fortalecimento dos Comitês de Bacias Hidrográficas; o desenvolvimento dos processos associados de formação, comunicação, produção de conhecimento e educação ambiental; a promoção da sustentabilidade hídrica e a conservação da biodiversidade; a ampliação e democratização do acesso e uso da água em quantidade e qualidade, priorizando o semi-árido; a aprimoração e implementação de todos os instrumentos da política estadual de Recursos Hídricos e a efetivação de uma política integrada com transversalidade.
Presente ao Seminário, o secretário de Planejamento, Ronald Lobato, disse que o papel da Seplan é também o de formular a estratégia de plano de governo e que congrega a ação de governo como um todo. Ele destacou que o governador Jaques Wagner, ainda na fase de transição, solicitou a formulação do plano de estratégia e desenvolvimento que formule conceitos, princípios e foco dessas ações. Falou ainda que tudo foi avaliado pelos servidores de acordo com o que o governo chamou de “eixos de desenvolvimento”. “Esse método é uma revolução na prática administrativa porque soma as secretarias. A idéia é que esse é um sistema que trata de dar uma visão articulada do todo, ao mergulhar na realidade de cada secretaria”.
O secretário fez a explanação do Plano Estratégico do Governo e disse que os eixos de desenvolvimento estão focados no desenvolvimento social com equidade e no princípio de produzir, crescer e repartir, o que representa o crescimento econômico com geração de emprego e distribuição de renda. “Ligados à área ambiental, o que se pretende é dinamizar a agricultura familiar, a agroindústria, recuperar e ampliar a infra-estrutura econômica e logística, preservar e recuperar o meio ambiente, fortalecer a bases científica, tecnológica e de inovação”.
Lobato destacou que as bases desse desenvolvimento passam pela inovação tecnológica, disponibilidade de recursos, inclusão social, em fortalecer o ambiente institucional e regulatório, no empreendedorismo e economia solidária, na sustentabilidade do meio ambiente, na qualificação da mão-de-obra e na segurança. “O novo modelo de desenvolvimento do governo contempla a ética, a transparência, o controle social, abre um parêntese: a democracia participativa e o diálogo social, a efetividade, transversalidade e regionalização. É esse o conjunto de princípios que a gente vai seguir”.
Responsável pela metodologia do seminário, Edson Valadares, diretor de Avaliação e Estratégia da Seplan, disse que a perspectiva é “aprontar o futuro” e que para isso, essencialmente, “todas as questões foram trabalhadas de forma transversal com outros órgãos de governo, buscando a sustentabilidade dos Recursos Hídricos”. O diretor-geral da SRH, Julio Rocha, enfatizou que essa é uma determinante pois “nossa estratégia se insere na política ambiental coordenada pela Semarh, na estratégia de governo e política de Estado, da gestão da Bahia de Todos Nós”.