SEC sinaliza apoio para criação de centros culturais de bairros

16/09/2007

Um grupo de gestores culturais e educadores solicitou ontem (13) o apoio do secretário Estadual da Educação, Adeum Sauer, para criação de centros culturais de bairros. A idéia é levar para os bairros o conceito de biblioteca viva. Ou seja, mais do que oferecer um acervo de livros, estes centros devem funcionar como um grande agente mobilizador da cultura nas comunidades e, ao mesmo tempo, representar a principal porta de acesso às mais diversas formas de conhecimento. O projeto inicial prevê a criação de cinco centros na capital e outros dez espalhados pelo interior do estado.


“Nosso objetivo aqui é sensibilizar a secretaria para trabalharmos em conjunto na implantação desse novo conceito de biblioteca viva por entendermos que a educação é o elo mais forte do projeto”, afirmou o administrador cultural e diretor da biblioteca do Goethe Instituto, Álvaro Almeida. Segundo ele, os centros visam promover a diversidade cultural, fomentar o multiculturalismo e intensificar o diálogo entre a sociedade.


Sauer sinalizou o apoio da SEC e reafirmou a importância de abrir as portas de um espaço congregador de cultura, lazer, informação e educação para a população que vive nos bairros periféricos. “A secretaria não vai deixar morrer esta idéia. Ajudaremos no que estiver ao nosso alcance”, comprometeu-se.


Diante da receptividade do secretário ao projeto, o fundador da ONG Instituto de Ensino Pesquisa e Ações Sociais, Ary Blasquez Olmedo, avalia que a parceria deve ser muito produtiva. “Ficamos entusiasmados com o comprometimento da secretaria em somar forças para fortalecer o projeto. Isso representa para nós a receptividade da maior autoridade da educação no estado”, destacou.


A idéia é de que estes centros culturais funcionem como verdadeiros aglutinadores das comunidades, servindo como um espaço de socialização, difusor do saber e que possa contribuir também para descoberta das potencialidades artísticas e culturais de cada um.


“Vejo a criação destes centros como a abertura de um canal para que as comunidades atendidas possam ingressar na sociedade da informação”, ressalta Sauer. Os CCBs deverão oferecer bibliotecas híbridas (livros e mídias) com acervo para o público infantil e adulto, espaço cênico para apresentação de peças teatrais, apresentações musicais, seminários e projeção de filmes, palestras e conferências. Além disso, terão galeria para expositores de pintura, escultura e fotografias, internet-café, espaços de criatividade (salas para os mais diversos cursos e outras demandas da sociedade local), atendendo de forma ampla a idosos e deficientes. Para transformar o projeto em realidade, esperam captar recursos em organizações nacionais e internacionais.