Foram assinadosontem (13), na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), termos de compromisso para a implementação de projetos estruturantes dos Arranjos Produtivos Locais (APLs) de confecções e de Tecnologia da Informação (TI). Os projetos fazem parte do Programa de Apoio aos APLs e prevêem investimentos em infra-estrutura, capacitação empresarial, consultoria e promoção.
Os APLs são aglomerações de empresas, localizadas em um mesmo território, que apresentam especialização produtiva e mantêm vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais, tais como: governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa.
O APL de confecções possui núcleos na Península de Itapagipe (Salvador) e em Feira de Santana e reúne cerca de 100 empresas. O projeto estruturante para este APL prevê a criação de um centro de design, consultoria empresarial na área de moda, além da promoção da marca em eventos nacionais do setor. Para o presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário da Bahia (Sindvest), Hari Hartmann, a atuação empresarial através do APL é uma das poucas alternativas que existem para aumentar a competitividade das micro e pequenas empresas do segmento.
“Não temos outra saída a não ser nos juntarmos. Então com este apoio governamental teremos mais força e motivação, e com mais energia a gente toca esse APL”, comentou. Ele disse que o apoio do programa trará a retomada do desenvolvimento do setor, que viveu seu apogeu no início da década de 80.
Em relação ao APL de TI, que reúne aproximadamente 100 empresas de Feira de Santana e da RMS, o projeto de qualificação prevê a realização de processos de avaliação, a aplicação de cursos MBA em gestão de negócios, além da realização de consultorias para melhores práticas de gestão, entre outras ações.
O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira, disse que não está economizando esforços para a consolidação deste programa, que está atuando em dez APLs ligados à indústria e ao agronegócio, e conta com a parceria do Sebrae, da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). “O sucesso da iniciativa vai depender muito da cultura de cooperação entre os atores que compõem as redes empresariais”, declarou.
O diretor-operacional do Sebrae-Ba, Paulo Manso Cabral, explica que a cooperação sistêmica é um processo pedagógico que dará longevidades às pequenas empresas que atuarem dentro de uma filosofia de rede empresarial. “A cooperação é um instrumento para a competição e só dessa maneira a pequena empresa terá um lugar ao sol”, falou. Sobre a atuação do Sebrae no programa, Cabral disse que todos os dez APLs apoiados possuem, na sua maioria, empresas de micro e pequeno porte, “e faz parte da missão do Sebrae justamente a promoção da competitividade dessas empresas, nos seus aspectos gerenciais, tecnológicos e de acesso a novos mercados”.