Com oito mandados de busca e apreensão, as polícias Civil e Militar, em parceria com o Ministério Público, iniciaram ontem (14) à noite uma operação especial, no bairro da Barra, para investigar denúncias de exploração sexual de menores no período pré-carnavalesco e durante o Carnaval. Dois estrangeiros (um italiano e um alemão) foram detidos para prestar esclarecimentos na delegacia. O alemão (Walter George, conhecido como “Nick”) é suspeito de explorar sexualmente menores no Hotel Forte Santa Maria, em frente à praia do Porto.
Após fazer uma vistoria nas dependências do hotel, os policiais apreenderam um cofre, que “Nick” se recusou a abrir, além do veneno “chumbinho”. Foram encontrados ainda dois sacos com um pó branco, que a Polícia suspeita que seja cocaína. O alemão acabou sendo preso durante a operação por ter, segundo os policiais que fizeram a busca, agredido um deles no braço, rasgando até o uniforme.
“Recebemos denúncias de que este hotel funciona como um ponto de abuso e exploração sexual, além de venda de drogas, mas o suspeito foi preso pelo desacato e agressão feita ao policial durante a busca autorizada pela Justiça através do mandado”, explicou a delegada Marta Nunes, diretora do Departamento de Crimes Contra a Vida (DCV).
No caso do italiano, de pré-nome Marco, a detenção foi para apresentação de documentos, tanto dele, quanto das três garotas encontradas com ele em um carro em frente à praia. Aparentando ser menores, duas delas não portavam documentos de comprovação da idade. “Vim à cidade com minha namorada apenas fechar a compra de uma casa em Stella Mares”, alegou o italiano, que informou estar no Brasil há dois meses.
A operação foi realizada por três equipes da Polícia Civil e cinco da Polícia Militar, além de representantes do Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas do Estado da Bahia (Gaeco), do Ministério Público, liderados pelo promotor Paulo Gomes Junior. O major Walter Menezes, comandante do Grupamento de Rondas Especiais (Rondesp), e a delegada Janice Reis, da Delegacia Especial de Repressão a Crimes contra Crianças e Adolescentes (Derca), também participaram da ação.
As equipes também investigaram ontem (14) o Hotel Monte Pascoal, na Avenida Oceânica, analisaram as fichas, mas não encontraram nenhum indício. “Vamos apurar todas as denúncias”, afirmou o promotor Paulo Gomes Junior. Ele acredita que o mau tempo e um provável vazamento de informações prejudicaram o primeiro dia da operação.