O chefe da Polícia Civil, delegado João Laranjeira, determinou a instauração de inquérito policial para investigar os problemas provocados pelo agente de Polícia, Mário César Duarte, na “Feijoada do Mar”, realizada na Área Verde do Othon. Preso na noite da última quarta-feira, o agente é acusado de ter disparado tiro durante o evento. Além do disparo com arma de fogo, o inquérito vai apurar se o agente cometeu desacato a autoridade, ameaça e lesões corporais.
“Mas não ficaremos apenas nisso”, esclareceu Laranjeira. Após um encontro com o secretário Paulo Bezerra, ele adiantou que um processo administrativo também será instaurado pela Corregedoria da Polícia Civil para apurar as faltas funcionais ocorridas. Uma comissão integrada por três delegados classe especial - cujos nomes serão conhecidos logo após o Carnaval - ficará responsável pelo caso. “Não podemos aceitar num policial condutas incompatíveis com suas atividades”, disse o delegado-chefe.
Duarte chegou a ser interrogado na madrugada de ontem (15), na Corregedoria da Polícia Civil, pela delegada plantonista Déa Carla, e submetido, no Instituto Médico-legal Nina Rodrigues, a exames de lesões corporais, alcoolemia e de recenticidade de disparo. Já Matheus Padovani Pereira, que disse ter sido agredido fisicamente e ameaçado com arma de fogo pelo agente, foi ouvido na 14ª CP (Barra), na mesma oportunidade, pelo delegado plantonista Geraldo Vilaboim e também fez exames de alcolemia e de lesões corporais no IML.