Policiamento mais efetivo contribui para aumento do registro de ocorrências

16/09/2007

As ações mais efetivas de policiamento das polícias civil e militar nos circuitos do Carnaval resultaram no aumento do volume de ocorrências policiais, que cresceu 24,6% das 19h de quinta-feira (15) até as 7h de hoje (17), em relação ao mesmo período de 2006. Foram 492 registros até agora, contra 395 do ano passado. As maiores incidências são os casos de furto (301), lesões corporais dolosas (107), roubos (37) e porte e uso de drogas (29), este último com significativo crescimento de 163,3%. Os números foram apresentados hoje, durante entrevista coletiva Quartel dos Aflitos envolvendo diversos órgãos públicos que atuam no Carnaval.


“Quanto mais ágil formos, mais ocorrências teremos registradas. Antes, muitos números não apareciam em razão da lentidão no atendimento policial”, observou o comandante geral da PM, coronel Antônio Jorge Santana, destacando que o aparato tecnológico para as equipes de patrulhamento, com utilização de câmeras fixas e móveis e aparelhos celulares, está sendo determinante para o patrulhamento eficiente do Carnaval.


Nas primeiras 36 horas de folia momesca em Salvador, as ocorrências se concentraram mais no Circuito Dodô (Barra-Ondina), com 403 casos, frente a 312 do ano passado. No Circuito Osmar (Campo Grande) foram contabilizadas 79 ocorrências, e no Centro Histórico, 10. No entanto, em relação aos procedimentos, houve queda no volume de apreensões de arma branca (-28,6%), de 7 para 5, e de presos em flagrante (-22,2%), de 9 para 7. Foi registrada também uma apreensão de arma de fogo. Já o número de detidos (por brigas, agressões, outros) elevou-se, em 30%, passando de 343 para 446.


No Corpo de Bombeiros, foram registradas até agora 82 ocorrências nos circuitos da festa, contra 62 do ano anterior. A Secretaria Municipal de Saúde revelou que o número de atendimentos saltou dos 1.438 contabilizados em 2006 para 1.685, de quinta-feira até as 7h de hoje. “Este ano, o atendimento nos postos de saúde começou mais cedo, e isso pode justificar a elevação de 17% nos atendimentos”, avaliou o secretário municipal da Saúde, Luiz Eugênio Portela. Os atendimentos clínicos e cirúrgicos foram os mais realizados, e as agressões físicas tiveram maior número de registros.