Governador visita áreas inundadas pela enchente do Rio São Francisco

16/09/2007

Para levar solidariedade às famílias e ver os estragos causados pela enchente do Rio São Francisco - que inundou vários municípios baianos -, o governador Jaques Wagner visitou as cidades de Barra, Xique-Xique e Bom Jesus da Lapa, três dos municípios da região mais atingidos pela cheia do Velho Chico. Durante a visita, Wagner anunciou uma série de providências para amenizar o sofrimento das vítimas, como a distribuição de cestas básicas, restabelecimento dos serviços e recuperação de equipamentos danificados pela chuva.


Acompanhado de vários secretários e da primeira-dama Fátima Mendonça, Wagner reafirmou o compromisso do governo em prestar total assistência às vítimas e recuperar os equipamentos destruídos pela enchente. Ele citou o exemplo da ponte do Angicos, principal ligação entre Barra e Xique-Xique, que foi totalmente destruída. Ela deverá ser reconstruída num prazo de cinco dias. “A obra é urgente. A população local está utilizando uma ponte improvisada, sem a menor segurança”, disse.


Alojados de forma precária em creches e escolas da região, as vítimas da enchente do Rio São Francisco têm recebido toda assistência. Por determinação do governador, desde o início da enchente o secretário de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, Valmir Assunção, tem acompanhado as equipes da Coordenação de Defesa Civil (Cordec). Ele vem percorrendo as áreas atingidas, levantando a situação de cada município, cadastrando as famílias e distribuindo materiais como colchões, cobertores, alimentos, filtros entre outros gêneros.


Providência


O governo não tem poupado esforços para atender os municípios inundados e as famílias atingidas. Wagner determinou que todas as secretarias e órgãos se mobilizem no sentido de priorizar as ações capazes de minorar as perdas e o sofrimento das vítimas. O restabelecimento de serviços essenciais, como energia elétrica e a recuperação de equipamentos, como pontes e estradas, ocupam total atenção da Secretaria de Infra-estrutura.


Por orientação do governador, a Agerba acionou a Coelba para restabelecimento da energia nos municípios que tiveram problemas em função de danos em subestações. Durante a visita às áreas atingidas, o secretário Batista Neves anunciou a intervenção do Derba em 11 trechos de rodovias estaduais danificados pela chuva, entre eles o que liga os municípios de Barra e Xique-Xique.


Por determinação de Wagner, a Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza tem acompanhado de perto o drama das famílias, muitas delas desabrigadas ou desalojadas. O secretário Valmir Assunção, juntamente com o vice-governador Edmundo Pereira, esteve por diversas vezes nas áreas inundadas, conhecendo a situação de cada município e adotando as providências para socorrer as vítimas. A secretaria tem intensificado a distribuição de cestas básicas, colchões, filtros de água, lonas plásticas, cobertores.


Conforme dados da secretaria, 19 municípios foram atingidos pela cheia do Velho Chico, sendo que em nove deles já foi decretada situação de emergência. Até o momento, o saldo das famílias afetadas é de 6.599, sendo que 1.550 estão desabrigadas e 3.196 desalojadas.


Wagner lamentou a situação e garantiu total assistência à população vitimada. Ele informou que foi criada uma rede de solidariedade e ajuda em torno das famílias. “Todas as secretarias estão mobilizadas para prestar o atendimento que se fizer necessário. A Saúde, por exemplo, tem redobrado a atenção para evitar o surgimento de surtos e distribuindo medicamentos nas áreas afetadas. “É preciso deixar baixar o nível da água para que seja iniciado o processo de recuperação de estradas e serviços”, afirmou o governador.


Além dos secretários Valmir Assunção e Batista Neves, acompanharam o governador os secretários Eva Maria, chefe da Casa Civil, e Rui Costa, das Relações Institucionais. “Fiz questão que cada um deles estivesse aqui para que compreendam a importância de não medir esforços para amenizar o sofrimento dessas pessoas e ajudá-las no que for possível”, falou. “Nossa expectativa é de que não haja nova cheia e essas famílias possam retomar suas condições de trabalho e sobrevivência”, disse.