Codevasf propõe PPP para o Projeto Salitre

16/09/2007

Uma proposta de Parceria Público-Privada (PPP) para o desenvolvimento do Projeto Salitre, que visa o desenvolvimento da agricultura irrigada na região de Juazeiro, foi apresentada, hoje (10), ao governador Jaques Wagner e ao secretário da Agricultura, Geraldo Simões, pelo diretor de Irrigação e Infra-estrutura da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), Clementino Coelho. A iniciativa vai beneficiar cerca de 20 municípios baianos e 14 pernambucanos, priorizando a inclusão agrícola do pequeno e do médio produtor.


Para o representante da Codevasf, a reunião foi produtiva. “Apresentamos a conclusão da primeira etapa dos estudos do projeto com um modelo de cadeia produtiva integrada. Vamos aguardar sugestões do Governo do Estado e temos 30 dias para poder assegurar continuidade aos trabalhos”, declarou. Segundo ele, o projeto poderá estar licitado até dezembro deste ano. “É um projeto muito importante para a região de Juazeiro e entorno e que foi iniciado com recursos públicos há dez anos e até hoje não se concluiu, devendo ser desenvolvido o mais rápido possível.”, observou Geraldo Simões.


“A grande preocupação dos governos federal e estadual é justamente o modelo sustentável do ponto de vista econômico, mas elaborado de forma a priorizar a inclusão agrícola do pequeno e do médio produtor, ou seja, gerando a maior empregabilidade possível”, afirmou Coelho.


A função da Parceria Público Privada é assegurar o financiamento da infra-estrutura. “A irrigação foi considerada dentro da lei do PPP como uma ação prioritária para a multiplicação de emprego e oportunidade para estruturar uma região de um milhão de quilômetros quadrados, como é o semi-árido”, lembrou Coelho. Para ele, o que está sendo inovado é a implantação do conceito de cadeia produtiva integrada que existe no Sul, no Sudeste e no Centro-oeste para os perímetros da Codevasf.


Ele disse que não há mais o interesse em se fazer irrigação vendendo lotes aleatoriamente, sem preocupação com aspectos como cadeia produtiva, escala, escoamento e mercado. “Para isso, nós temos a figura da âncora agrícola, que pode ser uma grande cooperativa ou uma grande empresa do agronegócio brasileiro. Essas empresas garantem mercado, tecnologia e insumos e integram pequenos e médios produtores”, garantiu.