O governador Jaques Wagner reuniu-se hoje (12), em Nova Viçosa, com 11 prefeitos do extremo sul para ouvir as suas reivindicações. Pavimentação e melhoramento em rodovias, implantação de um centro de hemodiálise, criação de vôos regulares para o aeroporto ocioso de Caravelas e canalização de investimentos turísticos para a Costa das Baleias figuram entre as principais demandas.
Revelando que vinham tentando, sem sucesso, desde a administração anterior, encaminhar seus pleitos ao Governo do Estado, os prefeitos agradeceram a presença do governador e informaram que Eunápolis é o único município da região dotado de um centro de hemodiálise. Por conta disso, os moradores de outras localidades, que precisam desse procedimento, são atendidos em Minas Gerais e no Espírito Santo.
Wagner pediu aos prefeitos que fizessem um levantamento do número de pacientes dependentes desse procedimento em cada município para definir, junto à Secretaria da Saúde, onde instalar rapidamente um centro de hemodiálise para atender à região.
Quanto ao aeroporto de Caravelas, há muito tempo ocioso, o governador prometeu estudar, junto à Secretaria de Turismo e ao Ministério do Turismo, a possibilidade de criar um vôo semanal para Salvador. A medida, segundo o prefeito de Caravelas, Neuvaldo David de Oliveira, ajudaria a recuperar o movimento turístico da região. Segundo ele, o fluxo de visitantes do Parque Nacional de Abrolhos, que em 1997, chegou a 20 mil, no ano passado, foi de apenas quatro mil.
Recuperação de estradas
Wagner disse ainda aos prefeitos que irá recuperar as patrulhas mecanizadas do Derba, destruídas nas administrações que o antecederam, e que uma delas poderá ficar sediada na região para recuperar e manter as estradas. Além disso, o governo vai estudar a melhor forma de otimizar a utilização, em benefício de todo o extremo sul, de uma usina de asfalto adquirida pela prefeitura de Itamaraju e atualmente subutilizada.
Por fim, ele assegurou aos prefeitos todo o apoio de seu governo para ampliar a produção de cana-de-açúcar da região, que ele que ver transformada em um grande pólo sucro-alcooleiro gerador de riqueza e de trabalho, mas ambiental e economicamente sustentável, longe dos riscos da monocultura.