Governo economizará R$ 13 milhões em contas de energia elétrica

16/09/2007

O Governo do Estado economizará R$ 13 milhões com o novo processo de gestão das contas de energia – R$ 7 milhões a mais do que havia sido diagnosticado num primeiro levantamento. A projeção leva em conta a adequação de tarifas e da demanda contratada, o que produzirá uma economia de R$ 10,3 milhões. Outros R$ 2,7 milhões serão economizados, em comparação com o desempenho histórico da administração estadual, com uma medida básica de planejamento: pagar em dia as contas de energia, evitando multas.


Historicamente, o Estado vinha pagando, em média, R$ 230 mil de multas e correções a cada mês, em decorrência de atrasos. Feito o diagnóstico, as secretarias da Administração (Saeb) e da Fazenda (Sefaz), estão desenvolvendo um modelo de gestão envolvendo o conjunto dos órgãos estaduais e a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) para assegurar que as contas sejam pagas em dia, passando pelo necessário processo de aferição do consumo registrado.


A proposta conjunta foi possível graças à evolução dos trabalhos das equipes montadas para análise dos contratos de energia elétrica. Foram revistos 325 contratos de alta tensão (grupo A), num processo iniciado no segundo semestre do ano passado e que ganhou ritmo intenso na nova gestão. Cem contratos já foram modificados e implantados.


De setembro a março, foram economizados R$ 450 mil nas contas de luz. O Estado tem obtido expressivos resultados através da implementação de um programa de avaliação e monitoramento de gastos públicos, explica o secretário da Administração, Manoel Vitório.


Para o secretário da Fazenda, Carlos Martins, a integração entre a Sefaz e a Saeb nas ações é uma prioridade, já que um dos principais desafios do Governo é reduzir o custeio e melhorar os gastos públicos para poder aumentar a margem de investimentos.


De acordo com o superintendente de serviços administrativos da Saeb, Paulo Nunes, com a revisão dos contratos a demanda foi adequada ao consumo real das unidades do Estado para evitar desperdícios – seja com o pagamento diferenciado, para além do que foi contratado, seja com energia não utilizada. Outro elemento revisto foi a definição da melhor tarifa para o perfil de consumo do Estado. Os demais contratos de consumo (aproximadamente 5 mil) de baixa tensão (grupo B) também serão analisados.


Para a implantação dos outros 225 contratos de alta tensão (grupo A) analisados, foi montado um cronograma e, de acordo com Nunes, a Coelba estabeleceu um prazo de três meses para as adequações. “Após o trabalho conjunto das equipes, verificou-se que a economia seria maior do que a inicialmente prevista com a repactuação dos contratos. Após a implantação de todos os contratos analisados, nossa projeção é de que em 12 meses os resultados se configurem para todo o conjunto do Estado, gerando economia de R$ 13 milhões”, explicou Nunes.