Presidente da Bunge visita governador e fala sobre impostos e possibilidade de novos investimentos

Publicado: 16/09/2007 Última atualização: 05/10/2026 às 14:07

A carga tributária que incide no produto industrializado brasileiro, sobretudo a soja, e a possibilidade de novos investimentos na Bahia foram alguns dos principais assuntos discutidos hoje (23) durante o encontro entre o governador Jaques Wagner e o presidente da empresa Bunge Alimentos, Sérgio Roberto Waldrich. O tema revestiu-se da maior relevância, diante do importante papel econômico da soja no estado, que registra uma produção anual de 2,4 milhões de toneladas.


Waldrich explicou que a soja em grão sai do país isenta de imposto, enquanto a soja com valor agregado (óleo ou farelo) sofre uma carga tributária. “Ou seja, o produto industrializado paga imposto e acaba ficando em desvantagem”, detalhou o presidente da empresa, acrescentando que, como a Bahia apresenta um potencial produtivo muito grande, o governador reconhece a importância do assunto e deverá discuti-lo diretamente com o presidente Lula.


A Bunge Alimentos, que opera no estado da Bahia desde 1991 e conta com uma fábrica (complexo de industrialização e refino da soja) na cidade de Luís Eduardo Magalhães, responde por uma produção que chega a quatro mil toneladas por dia, o equivalente a cerca de 1,4 milhão de toneladas por ano. Waldrich afirmou ainda que é a intenção da Bunge prosseguir em investimentos no estado e, para isso, o apoio e o incentivo do governo se mostram fundamentais. No território baiano, a empresa emprega 3,7 mil funcionários.


No encontro, também foi discutida a inexistência na Bahia de um porto onde navios de grande porte, para escoamento da produção da soja, possam atracar. De acordo com Waldrich, o Porto de Aratu, na capital, não se mostra adequado à atividade e, por isso, toda a produção baiana sai do país em navios de pequeno porte pelo Porto de Ilhéus, no sul do estado. “Isso se traduz em desvantagem competitiva”, explicou, acrescentando que é necessário viabilizar o Porto de Aratu para que a produção possa ser escoada por lá.


“Também contamos com o apoio e a sensibilidade do governador em relação a isso. Inclusive, já agradecemos a ele a atenção dispensada a esse assunto na época em que ele era ministro do Trabalho”, falou. Segundo o presidente da Bunge, a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) já está trabalhando para viabilizar o porto e deverá anunciar alguma decisão nesse sentido em 90 dias. A partir daí, a Bunge deverá realizar de um projeto de engenharia específico para o local.