Uneb debate políticas públicas de inclusão social

16/09/2007

Políticas públicas voltadas para as questões raciais no Programa Universidade para Todos. Este foi o tema de recente reunião entre o reitor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Lourisvaldo Valentim, o secretário de Promoção da Igualdade (Sepromi), Luís Alberto Santos, a coordenadora do Programa Universidade para Todos, Zita Maria, e representantes de movimentos negros, que são parceiros da universidade no projeto.


Durante a reunião, foram discutidas questões sobre a inclusão do subprojeto Cultura e Consciência Negra (CCN). Dos alunos inscritos no Universidade para Todos, 82% se autodeclararam negros e afrodescendentes. O novo subprojeto objetiva atender à demanda desses estudantes por ações e referências da sua etnia.


De acordo com a Secretaria da Educação (SEC), as aulas terão inicio no dia 7 de maio e dessa forma o conteúdo programático não será totalmente passado. Por isso, o reitor da Uneb tentará negociar a transferência do vestibular da universidade para janeiro, evitando também a evasão que acontece após os vestibulares.


Zita Maria lembrou que o objetivo do Universidade para Todos é promover a interação de estudantes de graduação da Uneb, Ufba e Ucsal com estudantes de nível médio, preferencialmente que tenham entrado na universidade pelo regime de cotas, fazendo com que os mesmos se identifiquem e interajam.


Ela aconselhou aos movimentos a se organizarem, a fim de solicitar um assento nos debates sobre o novo subprojeto. Os representantes dos movimentos negros solicitaram uma capacitação dos monitores, para que eles possam ministrar uma disciplina que trate das questões dos povos afrodescendentes no Brasil. A disciplina deverá ser realizada aos sábados pela manhã.


O reitor Valentim frisou que a Uneb, mesmo antes do programa, já participava de projetos voltados a comunidade jovem e que alguns deles, como o Pré-Vestibular Social Estação do Futuro, coordenado pela Associação de Ex-alunos da Uneb (Unex), deram base para a criação do Universidade para Todos.


Segundo o secretário Luís Alberto, a SEC já organizou um grupo de trabalho para agilizar a aplicação da Lei 10.639 – norma que obriga o ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana –, antiga reivindicação da comunidade negra. Ele lembrou que a parceria entre Uneb e SEC ajudará na consolidação de uma das prioridades do atual governo, que é qualificar cada vez mais a educação no estado e com isso favorecer a população mais pobre, que em sua maioria é negra.