Como parte das comemorações pela passagem do Dia Nacional da Caatinga, mais de 200 pessoas participaram, no último final de semana, no auditório do Memorial da Chesf, em Paulo Afonso, do seminário As Caatingas: Debates sobre a Ecorregião do Raso da Catarina. Durante a programação, o público pode conhecer mais detalhes da cultura dos índios que vivem no Raso da Catarina, através de uma exposição das fotografias do professor Fábio Bandeira, da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), sobre os índios pankararé. Na ocasião também foi lançado um livro do fotógrafo Álvaro Vilela, sobre o Raso da Catarina.
Os debates abordaram temas como a Biodiversidade e Áreas Protegidas, Políticas e Gestão Sócioambientais, Agenda do Governo do Estado para o bioma, Definição do Núcleo de Caatinga, Plano de Manejo e Conselho Gestor do Raso da Catarina/APA Serra Branca e Reserva Legal para os Biomas Caatinga. O objetivo foi sensibilizar a comunidade local para a conservação da caatinga e formular um programa de ações a serem desenvolvidas no local. A programação terminou com uma visita técnica à Estação Raso da Catarina.
“A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos Sistema (Semarh) elegeu a catinga como prioridade e está empenhada nas ações em seu benefício”, afirmou o titular da pasta. Juliano Matos, ao resumir a nova política do Estado para o bioma. “Não é só uma questão de manter a mata, é sobrevivência”, definiu o cacique Afonso, da aldeia Pankararé, ao destacar a importância da preservação da caatinga. Ele lembrou que onde existe caatinga existe índio. “Precisamos de mais recursos, iniciativas e agentes para preservar a riqueza da nossa natureza”, pontuou.