A servidora estadual com maior número de dependentes (7) e agregados (4) no Planserv, Maria Aparecida Cavalcante Paixão Dourado, dentista da Secretaria da Saúde (Sesab), não perde a calma. Ela teve 12 filhos, cujos nomes já revelam a sua tranqüilidade: Brisa (23 anos), Icaro (21), Pérola (20), Raísa (18), Iuri (17), Tagore (15) Aghata (14), Branda (12) Caritas (10), Daniel (6) Serena (5) e Esperança (gêmea de Serena, que só viveu dois dias). Seu desembolso com o Planserv não é muito porque o plano só cobra até o quarto dependente.
O marido, Daniel Dourado, engenheiro agrônomo da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), também era seu dependente, mas passou a contribuir como titular, a partir da nova lei que regulamentou o Planserv, estabelecendo a mudança de condição.
Para garantir a assistência à saúde para ela e os 11 filhos, Maria Aparecida contribui para o Planserv com R$ 337,04 por mês, o que representa um valor de R$ 28,08 por pessoa. São R$ 156 pelos quatro agregados, R$ 84,21 por quatro dependentes e R$ 96,20 pela assistência da servidora. A dentista gosta muito do Planserv, o único plano de saúde de toda a sua família. “Se eu tivesse que pagar outro plano, seria muito caro. Agora que quatro dos meus 11 filhos já estão na faculdade, mas ainda não trabalham, poder mantê-los como agregados no Planserv garante minha tranqüilidade”, afirma.
Maria Aparecida nasceu em Feira de Santana e veio para Salvador estudar Odontologia na Universidade Federal da Bahia (Ufba), formando-se em 1985. Três anos depois, fez concurso público para a Sesab, onde ingressou um ano depois. Trabalhou sete anos em Irecê e voltou para Feira, onde mora atualmente, numa casa de sete quartos, com os 11 filhos e o marido. Além de trabalhar como dentista da Sesab, no município de São Gonçalo dos Campos, cumpre outra jornada no seu consultório em Feira de Santana. Ela se especializou em clínica geral e ortodontia.
Amor e tranqüilidade
Quando Aparecida casou, pretendia ter quatro filhos. O marido queria cinco. Teve 12, mas não se arrepende. Mesmo reconhecendo que é difícil para a mulher conciliar o trabalho fora de casa e o cuidado com os filhos, ela garante que o ambiente em casa é de muito amor e tranqüilidade. Espírita praticante, Aparecida e o marido trabalham muito para garantir uma boa educação aos filhos. “Sou uma mãe que chega junto, não sou uma mãe liberal. Cobro responsabilidades, resultados. Quero que meus filhos se casem e construam suas famílias”, faz questão de dizer.
Ao falar nos filhos, ela não esconde a alegria. São muito carinhosos, gostam de estudar e têm boa saúde. Brisa, de 23 anos, estuda Direito da Universidade Estadual de Feira de Santana. Ícaro cursa Engenharia da Computação. Pérola faz Administração e Raísa, Engenharia de Alimentos. Iuri e Tagore estão no ensino médio e os outros cinco, no primeiro grau.
Aparecida conta que os filhos dão pouco trabalho.A tarefa fica mais fácil “porque conto muito com a ajuda da minha mãe. No domingo estaremos todos juntos no Centro Espírita Recanto da Luz. Com tanta experiência no trato com os filhos, ele sugere às mães que aproveitem a maternidade como uma experiência proporcionada por Deus, “entendendo que é algo muito bonito, mas também muito difícil. E lembra: “serenidade é fundamental”.