Dez produtores rurais de uva e manga da região do Vale do Rio São Francisco recebem, sexta-feira (11), o Certificado de Qualidade do Ibametro, através do programa Produção Integrada de Frutas. O selo – que garante a geração de produtos em conformidade com as normas internacionais de qualidade - abre aos fruticultores da Bahia a perspectiva imediata de exportação e a estimativa é de que 20% das quase 16 mil toneladas produzidas anualmente pelos agricultores certificados sejam destinadas ao mercado internacional.
O Vale do Rio São Francisco é responsável por 98% e 93% das exportações brasileiras de uva e manga respectivamente. Lá, o programa Produção Integrada de Frutas (PIF) proporcionou melhorias que vão da ampliação dos mercados e do volume de negócios a resultados operacionais, como a redução de 40%, em média, do custo da produção. Além dos dez produtores certificados nesta sexta-feira mais 80 fruticultores estão em processo de certificação.
Para obter este certificado de qualidade basta ao agricultor entrar em contato com o Ibametro e aderir ao programa PIF. Preenchidos os pré-requisitos uma equipe de técnicos do Instituto faz a avaliação inicial, que engloba a análise desde a semente até o fruto. A última etapa do processo garante auditorias regulares a cada ciclo de produção.
Segundo o diretor geral do Ibametro, Adhemar Barroso, o objetivo deste programa de qualidade criado pelo governo brasileiro através do Ministério da Agricultura e do Inmetro é inserir, definitivamente, a fruta nacional no mercado mundial. E na Bahia a certificação dá resultado - Holanda, Estados Unidos, Reino Unido e Portugal já consomem frutas produzidas aqui.
O agronegócio baiano representa, hoje, 41% das exportações do segmento da Região Nordeste, o que coloca a Bahia entre os oito maiores estados agroexportadores do país. A fruticultura lidera o ranking com 10% de toda a produção nacional. No ano passado, por exemplo, após a expansão do volume e valores das exportações, o setor atingiu os melhores números de todos os tempos. Os embarques de frutas e preparações saltaram de US$ 103,6 milhões, em 2005, para US$ 115,5 milhões em 2006. O volume de embarque fechou o ano com 106,7 mil toneladas. Uva e manga, limão, mamão e suco de laranja continuam liderando a carteira de exportação.
A receita gerada alcançou US$ 1,8 bilhão, um incremento de 16% em relação a 2005, contra US$ 239,3 milhões das importações, o que resultou em um superávit comercial de US$ 1,56 bilhão, 13% acima do registrado em 2005. O saldo comercial do agronegócio atingiu 69% do saldo total da balança comercial do Estado.
O mercado internacional, entretanto, exige qualidade e conformidade com os requisitos de sustentabilidade ambiental, segurança alimentar e viabilidade econômica. E é exatamente isso que a certificação garante. Os produtores baianos receberão o certificado e as homenagens do Secretário da Indústria, Comércio e Mineração, Rafael Amoedo, do diretor geral do Ibametro, de representantes do Inmetro, de entidades parceiras como o Sebrae e da Associação de Produtores e Exportadores de Frutas do Extremo Sul da Bahia (Profrutas).