Novas ferramentas reforçam o monitoramento da Mata Atlântica

16/09/2007

A Diretoria de Biodiversidade da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Semarh) promoveu um encontro para definir estratégias para fiscalização de áreas remanescentes de mata atlântica no Estado, contempladas pelo Projeto Corredor Central da Mata Atlântica. Com recursos do projeto, foram adquiridos veículos destinados à fiscalização e monitoramento. Serão ainda construídas duas bases ambientais, nos municípios baianos de Teixeira de Freitas e Valença.


O Projeto Corredor Central da Mata Atlântica contempla a faixa atlântica desde a Baía e Todos os Santos, ao Norte do Estado, até o Rio Mucuri, divisa com o Espírito Santo, no extremo sul da Bahia. São parceiros da Semarh o Ministério Público, a Companhia de Polícia de Proteção Ambiental da Polícia Militar (Coppa), o Ibama, o Centro de Recursos Ambientais (CRA), a Delegacia de Polícia Ambiental da Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal.


Segundo Milson Batista, diretor de Biodiversidade da Semarh, no intuito de reforçar o controle sobre as áreas remanescentes de floresta, o projeto Corredor Central da Mata Atlântica está investindo no Sistema de Informação Geográfica da Semarh. “Vem sendo elaborado um mapeamento dos mini-corredores, em escala de detalhe, com imagens de satélite, de alta resolução”, anunciou.


De acordo com Sérgio Mendes, coordenador do Núcleo Mata Atlântica do Ministério Público da Bahia (MPB), “a idéia é promover uma fiscalização eficiente e duradoura para reprimir o desmatamento e outras agressões ambientais no corredor da Mata Atlântica”. Na oportunidade, o promotor de Justiça propôs uma ação descentralizada, regional e sistêmica, entre todos os órgãos envolvidos, com o intuito de otimizar os resultados.


Para prestar consultoria ambiental e elaborar planos de manejo das unidades de conservação assistidas pelo projeto foi contratada a empresa alemã GFA Consulting Group, que, segundo o consultor Cornellius von Fürstenberg, “levará em consideração a participação da sociedade civil”. Além disso, a experiência do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais servirá de modelo para os trabalhos na Bahia.