O governador Jaques Wagner disse, hoje (9), no Centro de Convenções da Bahia, que acredita na maturidade do servidor público para entender que a missão conjunta é de fazer a Bahia de Todos Nós e não só a Bahia dos funcionários. “Nós temos quatro anos para incluir pessoas, para melhorar as condições dos funcionários públicos e valorizá-los mais. Acho legítima a demanda, mas quero contar com a maturidade, porque a discussão está aberta”, afirmou o governador, referindo-se à anunciada paralisação dos professores estaduais e à Mesa de Negociação Permanente, que reúne representantes do Governo e dos servidores.
Segundo o governador, o funcionalismo tem consciência de que nunca houve um tratamento tão respeitoso e objetivo como ele está tendo. “Nós instituímos esta Mesa Permanente, que está sendo acompanhada pelo secretário da Administração, pela coordenação política do Governo e pelo próprio governador. Estamos fazendo um esforço, porque encontramos um orçamento cheio de problemas, do Governo anterior, que nos deixou quase R$ 1 bilhão para pagar. Fazendo esforço, inclusive, para cumprir o compromisso de elevação do piso do vencimento”, argumentou.
Os 3,3% de reajuste pode não ser um número convidativo, de acordo com o governador. Mas, ele garantiu que, passado o momento do reajuste linear, as negociações serão por carreira, com cada Secretaria negociando cada carreira.
A Secretaria Estadual de Educação (Sec) divulgou nota reafirmando apoio irrestrito à Mesa central de Negociação Permanente, “criada pelo Governo Estadual como sinal inquestionável de disposição ao diálogo e de valorização dos servidores públicos estaduais”. Reconhecendo que no estado democrático é legítimo o direito à greve, a Sec considera precipitado o anúncio de paralisação e apela aos professores para que retornem às atividades no intuito de não prejudicar, ainda mais, alunos, pais e toda a sociedade.