Vendas do comércio baiano crescem 9,3% em março

16/09/2007

As vendas do varejo baiano cresceram 9,3% em março, em relação ao mesmo mês do ano passado, completando 40 meses consecutivos de resultados positivos. Com o resultado de março, o comércio acumula 11,1% de crescimento nos três primeiros meses de 2007, resultado superior ao acumulado em igual período de 2006 que foi de 9,72%. . Os sucessivos resultados positivos apurados durante todo o ano passado e nos primeiros meses de 2007 foram determinantes para o setor acumular nos últimos 12 meses incremento de 10,0%.


Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada em âmbito nacional pelo IBGE e divulgada em parceria com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan). Na comparação com fevereiro, houve leve desaquecimento (-0,5%), já esperado com o fim da alta estação.


Segundo a equipe técnica da SEI, o desempenho de março foi influenciado especialmente pela Liquida Salvador, promoção que aconteceu de 28 de fevereiro a 11 de março, e há sete anos envolve os diversos segmentos varejistas da capital e Região Metropolitana de Salvador, refletindo de maneira positiva nos negócios dos diversos ramos de atividade.


De acordo com os dados da PMC, em março, confrontado com igual mês de 2006, todos os oito ramos de atividade que compõem o volume de vendas tiveram desempenhos positivos, com destaque para outros artigos de uso pessoal e doméstico (33,2%); tecidos, vestuário e calçados (17,8%); Móveis e eletrodomésticos (14,6%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (14,2%); Livros, jornais, revistas e papelaria (11,2%); e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (6,3%).


O segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que vinha registrando, nos meses anteriores, expressivas taxas de expansão nas vendas, em março, apresentou crescimento mais modesto (6,2%), ao passo que no subgrupo de Hipermercados e supermercados a variação foi mais significativa (11,4%) e no ramo de Combustíveis e lubrificantes observou-se expansão de 3,7%. Nos segmentos que não integram o indicador do varejo, Veículos, motocicletas, partes e peças, as vendas expandiram-se em 11,5%, e no de Material de Construção cresceram 3,1%.


Perspectivas


O comércio baiano deu início ao processo de retomada do nível de atividade em dezembro de 2003, desde então vem apresentando, mensalmente, sucessivas taxas de crescimento nas vendas. Ao longo desse período um conjunto de fatores concorreu para impulsionar os negócios do setor, dentre os quais a estabilidade da inflação, a maior oferta de crédito, a recuperação gradual do rendimento dos consumidores e a elasticidade dos prazos de parcelamento das compras.


Para os próximos meses, as expectativas são de que a continuidade da expansão do crédito para financiamentos de bens de maior valor, como eletrodomésticos, e a manutenção dos prazos mais longos de parcelamento das vendas devem contribuir para o desempenho favorável do comércio baiano. A elasticidade dos prazos das vendas incentiva principalmente a população de menor poder aquisitivo.


Os prognósticos favoráveis ao aumento do emprego formal e à continuidade das reduções da taxa básica de juros (Selic) também devem influenciar as vendas. Em março, o Banco Central reduziu pela 14ª vez seguida a taxa de juros, que passou de 13,00% para 12,75% ao ano, menor patamar histórico. Desde setembro de 2005, quando teve início o processo de redução, até esse mês, os juros já tiveram quedas de 7 pontos percentuais. Para os consumidores, o impacto dos cortes ainda é pequeno, pois os juros reais (descontando-se a inflação) continuam elevados, o que pode ser atribuído aos riscos da inadimplência.