Ciganos que assassinaram tenente da PM estão presos em Guanambi

16/09/2007

Autuados em flagrante por duplo homicídio, formação de quadrilha e porte ilegal de arma, 11 ciganos da mesma família, envolvidos nos assassinatos do tenente PM Gílson Santiago Messias Júnior e do comerciante Paulo Sérgio Castro Araújo, ontem à noite (14), dentro de um bar no município de Guanambi, estão presos na sede da 22ª Coordenadoria Regional de Polícia (22ª Coorpin) à disposição da Justiça Criminal. Três ciganos morreram num confronto com policiais militares durante a tentativa de fuga. Filho do comandante do Batalhão de Polícia Militar de Juazeiro, coronel PM Gílson Santiago Messias, o tenente Santiago, de 23 anos, foi morto com vários tiros e facadas.


A Polícia apreendeu com o grupo cinco revólveres de calibres 38 e 32, uma pistola 9mm, farta munição de vários calibres e diversas armas brancas – punhais, espada e uma faca suja de sangue, usada para matar o oficial PM. Também foram apreendidos sete veículos com os ciganos – uma Toyota Hyplus, um Vectra, uma Caminhonete D20, uma Saveiro, um Fiat Prêmio, um Santana e uma Pampa. Liderado pelo patriarca Turico de Oliveira Dourado, de 80 anos, o bando tem ramificações em Vitória da Conquista, Guanambi, Caetité, Ibotirama e Bom Jesus da Lapa e está envolvido em pistolagem, agiotagem e tráfico de drogas, dentre outros delitos.


O delegado Odílson Pereira Silva, coordenador da 22ª Coorpin, sediada em Guanambi, apurou que o tenente Santiago foi assassinado ao ser confundido com um desafeto dos ciganos que teria esmurrado um parente deles, recentemente. Ao reagir ao ataque dentro do bar do comerciante Paulo Sérgio Castro, o oficial PM baleou o cigano Odacir de Oliveira e o seu familiar Carleone de Oliveira, que faleceu.


Segundo informou o delegado, o grupo chegou ao bar, localizado no bairro Alto Caiçara, em quatro veículos, por volta de 23 horas. O tenente, que estava acompanhado de uma namorada, foi surpreendido pelos agressores que também assassinaram a tiros o dono do estabelecimento, fugindo em seguida. Perseguidos por policiais militares do 17ºBPM, os irmãos Castiliano de Oliveira, Renan de Oliveira e René de Oliveira morreram numa troca de tiros em Caetité e em Palmas de Monte Alto.


Estão custodiados na sede da 22ª Coorpin os ciganos Carlos de Oliveira, Jerisva Oliveira Dourado, Rafael Teixeira da Silva, José Africano Dourado, Alex da Silva Dourado, João Celino de Oliveira, Cosme Oliveira Dourado, Diego Rodrigues de Oliveira, Solene Rodrigues de Oliveira, Odacir de Oliveira e Salvador Oliveira Dourado, o ‘Marcílio’, este considerado de alta periculosidade pela Polícia. O patriarca da família, Turico Dourado, foi preso há dois anos, em Vitória da Conquista, por tentativa de homicídio.